Shot Nice - Parte 11

Do not take it anymore

            Eu não aguento mais brigar!”. Era só que eu pensava.
                A vadia invadiu a sala de interrogatório e o gorila-trabalhador estava na minha única saída para evitar ter que brigar de novo.
                Percebi que Marjorie tinha ficado onde estava e encarava o cobrador. Ele fazia o mesmo da porta. Até que olhou para mim, estendeu sua mão e disse:
                - Sou sua única esperança. - Calmamente.
                Percebi sua bondade, e a vontade de me tirar daquele inferno. Não pude deixar de olhar para a vagabunda e ver sua cara. Ela não estava nada satisfeita.
                - Conseguiu escapar então, prisioneiro Jatobá. - Disse ela, esquecendo que eu estava ali.
                - Eu não sei quem é você. Mas, sei que trabalha para a eMpReSa. - Calmamente continuou falando, ainda com a mão esticada, mas encarando a vadia.

            Ela deu dois passos quase chegando na cadeira no centro da sala. Percebi que o cobrador-três-por-quatro se aproximava de mim lentamente. Não fiz nenhum movimento brusco, eu não estava em uma situação que poderia me livrar dos dois.
                - Dois prisioneiros - iniciou o discurso Marjorie - Tentando escapar de mim? Eu já estou farta disso!
                Ela tentou avançar com as mãos nuas. Mas o cobrador foi mais rápido e chutou a cadeira em direção a ela. Por onde ela tinha entrado ela voltou, mas com uma cadeira por cima.
                Aconteceu tudo muito rápido. Só percebi, novamente, a mão estendida em minha direção e a fala calma e doce:
                - É hora de correr. Seu irmão precisa te ver.
                Segurei sua mão, e então saímos pela porta e descemos o corredor.



Flag
                - Esse cara conseguiu mudar a velocidade da plataforma? Acabem com esse idiota! Ele já esta vivo tempo demais!! - Gritava o comandante.
                Eu lá de baixo ouvia o desgraçado gritar. Que inferno.
                Eu tinha acabado de sacrificar a plataforma para eliminar três soldados. Eles nunca vão saber o que acertaram eles. Estou eu aqui, também, após saltar da mesma e cair no meio dos dois que sobraram.
               
 - Eu nunca imaginei em usar essa maldita arma. - Desabafei. Apontando uma bereta, para soldado da direita. Que ficou imobilizado.
                Podia estar de costas para o soldado da esquerda (quando eu cai ele estava na minha esquerda!) mas sentia ele sorrir. Enquanto ele apontava e levantava seu rifle lentamente contra minha cabeça, só se ouviu um estalo no chão. Ele olhou direto pensando ser uma granada, mesmo sabendo que era um barulho de plástico resistente. E , quando ele achou o objeto no chão ele estava bem próximo ao seu pé e era um Ayphone.
                - Ayphone Tiririca death mode: ON!              - Falei enquanto apontava a arma para a cabeça do soldado da direita, que continuava parado.
                O Ayphone, primeiramente, começou a vibrar. O soldado que já não entendia mais nada. Morreu com essa dúvida. O aparelho soltou duas presas da parte mais próxima do pé soldado e o atacou.
                Ele urrou de dor mas logo foi abafada com uma descarga elétrica. Consegui ver do reflexo dos olhos do soldado, ao qual mantinha refém, o seu amigo caindo “frito” ao chão.
                - Co…Como consegue fazer isso? - Ele perguntou.
                Baixei a arma. Ele não faria mal algum…
                Primeiro a plataforma levando três e agora um amigo fritando bem na frente dos seus olhos. Ele não estava em condições de brigar comigo.
                -Sabe como é…- Falei olhando para o lado - TECNOLOGIAAAAA COOOOISSSAAAA DO DEEEEEEMOOOOOOOONIOOOOOO!! - Falei balançando os braços como se eu fosse uma coisa sinistra falando sobre algo sombrio.
                Paramos alguns segundos.
                Eu olhando para ele.
                Ele olhando para mim.
                Eu olhando para ele, me agachando lentamente, e pegando “meu” Ayfone.
                Ele olhando para mim me agachar, pegar meu aparelho ver eu levantar e voltar a encará-lo.
                Eu volto a olhar para ele. Quieto.
                A cabeça dele explode depois de um tiro de rifle passar por ela.
                Eu quase rio. E então me lembro que não estou sozinho!
                - Prisoneiro!!! Está na hora de você voltar a cela!. - Disse o comandante.
                E não faz sentido! Quando eu pulei da plataforma eu vi que esse comandante gritava de uma sacada, onde estava as bandeiras, suas ordens absurdas de me capturar. Mas, agora, ele já estava na plataforma  na parede bem abaixo de onde ele se encontrava. Ele pulou da sacada até ali?! Não importava. Ele já tinha errado aquele tiro de rifle, o mesmo que já estava apontado para mim.
                Consegui avistar uma daquelas muretas que são vasos para se plantar arvores em praças. A sala das bandeiras era bem arejada e batia um belo sol. Corri até essa mureta e pulei atrás dela para me defender daqueles tiros. Ele atirava muito mal por sinal. Por mais que a arma estava na minha mira ele só me acertava em volta. Parecia querer me conduzir a algum lugar…
                - Mas você atira mal pra caralho! - Gritei de onde me escondia.
                - Bah! Vai fode um cavalo!! - Ele respondeu, atirando um pouco mais.
                Era complicado sair de onde estava. E, ainda, muito mais complicado ficar onde estava! Precisava continuar meu caminho e achar An’na. Pobre irmã…
                Os tiros ainda rolavam a solta contra mim quando eu me “mudei” para a próxima mureta. Nesse meio caminho retribui os tiros com a “beleza” da minha Beretta. Foram 5 tiros até eu chegar na minha cobertura. E eu jogar a pistola longe por ela esta descarregada.
                - Merda de arma de mulher! - Berrei.
                Consegui ouvir um barulho de um clipe de balas bater ao chão. O som das balas pararam e  só conseguia ouvir os passos do comandante em minha direção.
                Ele chutou o clipe para longe, ele veio para bem perto de mim.
                - Pare de reclamar prisioneiro. Você é tão escória da sociedade quanto uma mulher! Então mantenha-se calado. - Ele disse, recarregando o rifle.
                “Mas que idiota” - Pensei. Nem falava da beretta ser arma de mulher por ela ser ruim…
                Ele atirou de mais, e pior, estava chegando perto do meu esconderijo. Precisava reagir. Por estar recluso e com uma pitada de medo consegui contar os tiros. Só faltava mais alguns…
                - Saia daí prisioneiro Thaymian! - Ele gritou, a alguns passos da mureta.
                Joguei o clipe vazio pelo meu lado direito. Ele fuzilou o pobre coitado achando que era eu. Otário, acabou ficando sem balas. Pulei sobre a mureta, enquanto ele carregava o rifle, e joguei o Ayphone:
                - Ayphone Tiririca de…- Não consegui terminar de falar.
                Ele abateu o ayphone que estava soltando as suas “garras” para cima dele jogando-o ao chão. E, dando lhe o golpe de misericórdia, pisando nele e deixando-o morto.
                Não era tempo de chorar o dinheiro gasto (Tá, o negócio nem era meu mas era caro!) corri em direção a ele quando ele terminava de engatilhar o rifle.
                Tentei desarmá-lo sempre deixando o “bico” da arma para baixo enquanto o apoio do recuo estava bem a frente de nossas caras. Foi praticamente um cabo de guerra. Eu puxando de um lado e ele de outro com os rifles numa porcentagem, ainda, maior nas mãos dele.
                Começamos então a dar voltas para ver se um dos dois desequilibrava. Até que, assustando eu e ele, o rifle começou a disparar. O filho da puta tava de brincadeira! E enquanto girávamos tinhamos tiros sendo disparados ao nosso lado. Até que ele parou, mesmo o rifle não estando descarregado.
                Essa foi a minha vantagem. Consegui encostar o “bico”, que estava fumegante por causa dos vários tiros, em sua perna. Ele urrou de dor enquanto ele largava o rifle para eu poder segura-lo. Pobre de mim que, com tanta força que o retirei me virei de costas com o rifle em mãos. E antes que eu pude-se pensar em mirar ele já estava chutando as minhas costas.
                Com a forçado impacto joguei o rifle longe. Tão longe que ele ficou preso em cima das bandeiras sem poder cair. Estávamos perto da plataforma e da sacada com bandeiras! Não sabia que tínhamos girado tanto…




Food, Food, Food…

                - E para onde estamos indo mesmo? - Ela me perguntou
                - Minta! - Disse Jatobá, com sua impaciência.
                Encarei ele enquanto ainda carregava a irmã de Thaymian pelos corredores. Eratudo muto confuso por lá. Desde a sala de interrogatorios que eu percebi,levemente, possuir três portas uma do lado da outra. O que á era uma coisa confusa pra cacete.
                - Temos que encontrar seu irmão… - Disse. Calmo.
                Com os olhos vazios ela não conseguiu disser nada. Parecia haver algo preso em sua garganta ao qual ela não conseguia falar. Qual melancolia da alma poderia estar prendendo essa liberdade de expressão dessa livre jovem?!
                - É…Por quê paramos? - Ela perguntou, beeeem confusa.
                Percebi que realmente estávamos parados!
                - Eu falei o que estava pensando? - Perguntei.
                - Se tinha algo a ver com minha liberdade e melancolia da alma.Sim. - Ela respondeu.
                Enquanto voltava a caminhar lentamente de um modo devagar. Aquela lentidão que só a vergonha nos propõe. Consegui enxergar um mapa ao final do corredor .Era ótimo para mudar de assunto:
                - Um mapa! Esplêndido! - Disse.
                - Um poeta! Que IMBECIL! - Jatobá repetiu no mesmo tom.
                Ignorei até chegar ao final do corredor e comecei a ler o mapa. Alguns segundos epercebi que ela se afastava de mim.
                - Só estou analisando o mapa. Fique por perto. - Disse sem me virar.
                Percebi ela engolir um choro. Não me preocupei, a situação era difícil…
                - Acho que - ela limpou as lágrimas do rosto - que servirão bife BEM acebolado hoje. - Ela disse, novamente limpando orosto e fazendo um sonoro **Snif**.
                Ok, essa mulher é maluca e o irmão dela também! Pronto.
                - Não Jet. - Disse Jatobá - Olhe o que ela vê.
                Olhei na direção. Ela seguia para o corredor as direitas que chegaria numa escada que desce. Segundo o mapa iria para a parte de trás da cozinha bem acima da saladas bandeira. Que era enorme!
                E realmente tinha um cheiro muito forte de cebola vindo de lá. Mas não tinha o porquê de descer aquelas escadas! Jatobá estava parado olhando para o final do corredor do qual viemos:
                - Eles estão vindo.
                Deixei a adoradora debife acebolado de lado e comecei a prestar atenção até que enxerguei Marjorie e um GRANDE soldado. E olha que estavam longe!
                A vadia nos percebeu:
                - Vocês estão muito fodidos! - Ela gritou.
                O cara GRANDE ao lado dela só sorriu. Então ela continuou:
                - Quero que conheçam um grande soldado da eMpReSa. O Cabo USB!
                Que nome escroto.
                Daria risada se não tivesse tomado um susto da irmã do Thaymian pulando na minha frente com um puta ar de assustada!
                - Eu…eu não acredito… - Ela estava em estado de choque.
                - Estou vendo você mijar em suas calças. Senhorita An’na… - Disse Marjorie.
                “Ah…esse é o nome dela!” -Pensei.
                - Precisamos sair daqui. Cobrador.
                - Jet, realmente ele é grande!  - Completou Jatobá.
                Jatobá não tinha medo.Nem eu. Mas evitar encontros desnecessários e arriscar quebrar alguns ossos, eram sim, problemas grandes. E o cabo era ENORME (pensamento estranho)!
                Marjorie e o USBzilla começaram a andar em nossa direção. Sem a menor pressa.
                Eu queria evitar a cozinha.Do jeito que esses cabos e soldados da eMpReSA gostam de andar armados lá seria terrível se um botijão explodisse naquela cozinha pequena e todos apertados. Voariam peças de carnes humanas e sangue de molho de tomate, nas lajotas do cubiculo-preparatorio-de-alimentação inteiro! Falando em cozinhas e armas…Ele tinha um bazuca.
                Claro que a merda dessa arma para ele parecia aqueles lançadores de tazo antigos: minúsculo! Só realmente percebi o perigo quando o projétil estava perto demais. Segurei a An’ epulei pela escada abaixo enquanto tudo explodia e um mapa voava junto conosco.
                Rolamos escada abaixo, até adentrarmos uma porta (ainda rolando) onde o cheiro de cebola ficou mais forte. Quando paramos, tudo atrás de nós estava entulhos e pedaços de mapas. Os idiotas bloquearam o único caminho para seguir a gente.
                No reflexo já observei pela cozinha inteira procurando inimigos. Estava vazia. Apenas as cebolas fritando ao fogo baixo. Quase queimando.
                Na calmaria da situação me sentei ao lado de An’ que também estava sentada. se segurando para não cair no choro.
                - São as cebolas não é? - Perguntei.
                Jatobá deu uma risada e fez um “facepalm”. Eu não liguei.Pois, ela estava sorrindo.
                - Não só elas…Thaymian tentando me salvar a qualquer custo. Arriscando sua pele…Agora isso, o cabo USB atrás de nós! - Ela engoliu o choro.
                Esperei alguns segundos.
                - Mas, o quê realmente é esse CABO USB? Me lembro de termos enfrentado dois quando fugimos da cela. - Dane-se falar sobre o Jatobá. Loucos é o que não faltam nessa história…
                Ela nem percebeu.
                - O cabo USB é de uma divisão extinta já. Ele é o último dos : Um Soldado Bombado.
                Paralizei.
                A vontade chorar era imensa para mim agora. Levantei tão rápido que ela levantou no susto e percebeu minha mudança de humor repentino.
                Fui até um dos fogões e tive que passar por Jatobá.
                - Ela…só pode estar brincando! -Ele disse.
                Ela não podia ouvir. Mas já estava de pé, não entendendo o por quê de eu estar assim.
                Peguei uma frigideira. Tomate, ovo e a cebola quase no ponto de escurecer.
                E comecei a cozinhar.
                - Ok…O que está acontecendo aqui? -Ela perguntou, num ar de “hellloooooo?”
                Me segurei mais alguns segundos. Ela chegou perto. Pegou no meu braço.
                - Eles fizeram coisas terríveis. Eu sei. Eles te afetaram de algum modo? Você também? -Ela continuou.
                Os meus olhos continuaram a encarar a comida. Mas perguntei, no automático:
                - Esse tipo de soldado. Esse último aí. Existe a quanto tempo?
                - Ele é único. Os outros morreram para ele poder possuir o lugar na eMpReSa. Sabe: “Só pode haver um! Então. Se matem!” - Ela respondeu
                Joguei a frigideira no fogão fazendo aquele barulho bem alto. Jatobá observava tudo, quieto.
                Joguei a minha “gororoba-transporte-público” em um prato e me virei para An’na.
                - Cozinhar me faz relaxar. Experimente. - Disse.
                Ela pegou um garfo que estava próximo, e o prato. Espetou uma parte da comida elevou até a boca:
                - Relaxar do que homem? - Ela perguntou terminando de colocar a comida na boca.
                - Esse USB. Matou nosso mestre. - Disse me virandoa procura de uma saída. Enquanto ouvia o som de um garfo caindo ao chão.

Shot Nice - Parte 10

Take The Power Back

            - O seu trabalho é digno cobrador. Não me faça fazer você não ir para o seu ponto amanhã… - O comandante, apontando seu rifle para mim, falava de trás de seus homens.
            Eram 4, além do comandante, que ficavam em minha frente com seus bastões de policia. Isso não iria me parar.
            - Da para alguém me explicar o que acontece aqui? Até mesmo o por quê de terem levado o gato? - Disse.
            - Você é um prisioneiro, e você vai voltar pra cela bem quieto. Sem a sua resposta. - Disse o cara-do-rifle.
            Acho que se passaram mais uns 15 segundos para refletirmos.  Eles achando que eu iria voltar e eu achando que eles iam me atacar. Nenhuma das duas.
            - Entendo… Por isso, vou arrancar essa resposta de vocês. - Falei, para risada de todos os 4 em minha frente.
            Avancei rápido no mais próximo. Levantando-o pela gola a alguns centímetros do chão. Não consegui ler seu nome no uniforme era algo como “CABO: R”. Não fazia sentido ter um nome assim…
            - Ok “CABOR” preciso de algumas informações e…AHHH!!!
            Algo percorreu meu corpo queimando todos meus nervos. Acabei de tomar um choque. Mas do quê? Olhei para o lado direito, do qual tremia mais, e vi um dos homens que até tinha apercebido se aproximar. Mas ele estava com o bastão policial e não com uma arma de choque. Enquanto eles riam e meu sistema nervoso dava um “reset” percebi que o bastão quando ia tocar o chão soltava faíscas e então voltava até repetir o movimento de quase toque e a faísca então voltava a aparecer. Essa merda de arma branca é eletrificada.
            Consegui me levantar. O tal de CABOR e os outros riam enquanto se aproximavam de mim. 
            - É grandão vamos voltar pra casinha.- Disse o que chegava pela direita
            - Consegue sair da cela mas não sobrevive a um choque? Que fraco. - Disse o que vinha pela direita.
            Estava só esperando o momento certo.
            - Você não sairá desse setor. - Disse CABOR se abaixando para o comandante tentar me acertar.
            O barulho do tiro era o momento certo. Consegui agarrar CABOR e desviar do tiro. Carreguei-o pelo corredor que passava pelas celas até o seu final. Com o comandante tentando me acertar de longe e, os companheiros dele atrás de mim, o próprio cabo tentando me eletrificar.
            Chegando ao final do corredor acelerei mais os passos para pegar uma boa velocidade. E conseguir  acertar um belo impacto na parede que se aproximava ser fatal. O impacto foi realmente bom. O soldado bateu com suas costas e seu “canto de dor” veio junto a uma pequena cachoeira de sangue da sua boca. 
            - Isso é realmente necessário Jatobá? - Jet não calava a boca.
            Não precisava responder o filho do Ghandi. Eu tinha um atirador pra me preocupar. 
            - Querido CABOR. - Ele estava apagando rapidamente, mas sei que prestou atenção - Você passara o último minuto de sua vida realizando um sonho de toda a humanidade.
            - O…q…qu…que? - Balbuciava.
            - Voar! - Disse, sorrindo.
            Já disse: nada para mim, como se pode perceber, é impossível. Ainda mais quando preciso resolver algo.
            O soldado era menos pesado do que aparentava e consegui arremessá-lo até o comandante. Que ficou boquiaberto com meu movimento e não pode se defender de seu próprio subordinado caindo sobre ele. Caindo sobre ele era pouco. Joguei o seu corpo de uma forma a qual ele girou fazendo estrelas no ar. Acertou seu comandante com dois chutes do lado da sua cara. Um belo acerto.
            Precisei me virar rápido pois os outros três estavam vindo com toda a raiva no coração para cima de mim.
            A única vantagem deles eram a arma da qual podia me derrubar. Pena que eles não sabiam que não iria cair naquele truque novamente. Eles ficavam parados em minha frente fingindo que iriam me atacar e então recuavam. Também, ao olhar um de seus companheiros caído bem em cima de seu comandante logo após o estrago que fiz, destruidor, na parede fez que com eles pensassem por um tempo.
            Um deles fez a sua iniciativa. O medo nos olhos e em sua ação eram gigantescos. O bastão foi levantado e quando abaixou, para me acertar, só parou em meu ombro.
            - Isso ae CABOS! Frita esse gigante aew! - Gritou um deles.
            Eu o perdoaria se não me chamasse de gigante. Percebendo que nem o Jet gostou dessa piada, segurei o pescoço do qual tinha me acertado. E, realmente, em seu uniforme estava o nome CABO: S.
            A corrente elétrica, apesar de fraca,  me amortecia. Mas ela estava passando por ele também.
            - Seus amigos roubaram o meu jeito de nomear cada um de vocês. - Dizia com uma certa dificuldade. - Vamos ver se eles continuam a dizer alguma coisa…
            Peguei em sua mão que segurava o bastão-de-raio. Retirei o bastão de perto de meu corpo.  Ele e eu já não sentíamos mais o incomodo da corrente. Quando seus amigos pensaram em se mover. Eu já tinha mudado a voltagem, o que não era difícil com o grande medidor bem a vista, e dado um toque bem na testa de CABOS.
            Ele foi ao chão instantaneamente. Com o encontro de testa com o bastão de choque eu já fui rapidamente  retirando  minha mão de sua garganta e eu o vi “fritar”, o cabo grudou em sua testa,  até encostar ao chão.
            Com a pele relativamente mais morena, os outros dois já estavam perto demais, tive que deixar ele estendido lá mesmo.
            As técnicas de luta não mudavam. Mas, esses dois, realmente estavam lutando de um jeito muito parecido um com o outro. Movimentos rápidos com os bastões e até mesmo quando desviavam de meus golpes tentando me entrelaçar em algum golpe deles. Bem sincronizado, e algo muito gêmeo, também.  Não demorou muito para um deles fazer algo de errado. Iria receber um chute pela enquanto o outro tentava uma rasteira pela esquerda. Facilmente joguei meu corpo para a frente segurei a cabeça dos dois e bati uma com a outra. Eles caíram bobos no chão.
            - Eles vão levantar. - Disse a bicha do Jet.
            - É, eu sei, não queria vencer tão facilmente esses dois.- Disse esperando eles se levantarem.
            Um levanto xingando o outro.
            - Isso! Faça a merda da abertura de nossos golpes ficarem bem a vista de nosso oponente. - Disse o que tentou o chute pela direita.
            - Tá “brou”, não faremos de novo. Um errou, nós erramos. - Disse o da esquerda com a mão no rosto.
            Era difícil ler os nomes em seus uniformes. Parecia estar escrito em Grego. O símbolo do da esquerda era “>” e o da direita parecia igual, mas era ao contrário “<”. Não conseguia entender.
            Nesse tempo um tiro de raspão me acertou no braço. A merda do comandante estava de pé. Com a cara inchada e, com certeza, querendo me matar.
            - Eu acho que ele quer ver você morto. - Disse Jet.
            - É Jet… Realmente  você é a parte problemática desse corpo…- Disse sem me virar.
            E eu me preocupando, seriamente, mais com os irmãos do que com aquele rifle nas mãos de um velho idiota.

            Meanwhile
           
            -
Eu quero , ao menos, cinco soldados para quando a plataforma chegar! - Mais um Comandante ditava suas ordens.
            A sala das bandeiras era uma das maiores concentradas naquele prédio. Por possuir uma entrada/saída para as minas, ela tinha que possuir tamanho suficiente para caber o meio de locomoção. Que era a plataforma.
            Essa plataforma só era usada pelo chefe. E, com os prisioneiros a solta, só poderia esperar que ela tenho sido ativada sem o chefe estar usando-a.
            Os cinco soldados se posicionaram para onde a plataforma iria aparecer. O comandante dessa parte da eMpReSa pediu para que o resto, de mais ou menos, 8 soldados acompanha-se ele.
            Do túnel, que obviamente não se via nada e, também, não se ouvia nada estava normal.
            A espera pela plataforma não era de tão impaciente assim. Ao lado do túnel se via um monitor mostrando aonde a plataforma estava. Era exatamente 7 grandes minas e localizações para entretenimentos dos sócios. E para cada localização tinha um pequeno corredor a se passar. E o monitor mostrava tudo isso. E, nesse exato momento, mostrava que ele estava que a plataforma estava adentrando ao último corredor até a onde ela estacionaria bem a frente dos cinco soldados.
            E ela se aproximava,de forma regular, com seus pontos verdes sendo preenchidos no monitor. Faltava uns 4 quadrados para se completar e então os monitores apagaram. Não se sabia mais se ela tinha parado ou se continuara. Os soldados continuaram seguindo a ordem do comandante. E ficaram parados, só esperando.
            Realmente ela tinha continuado, mas não normalmente. A plataforma vinha em alta velocidade. Muito mais do que o normal. Muito mais letal do que aparentava.
            Três dos soldados, quando perceberam, estavam a beijar a plataforma de aço. Muito mais pesadas que seus frágeis corpos elas arrastou eles até o outro lado do túnel. Onde encontraram o seu fim.
            Os outros dois, que estavam mais na ponta da formação, olhavam seus companheiros serem arrastados e encontrando a morte certa. E não repararam em um outro corpo. Do qual parava bem no meio deles. Poderia ter caído da plataforma, poderia ter sido um amigos deles que se abaixou. Sorte deles se não fosse um dos prisioneiros que eles estavam no encalço. Apontando a sua beretta (arma de mulher) roubada de um homem, ele falou:
            - Eu nunca imaginei em usar essa maldita arma. - Disse, o recém chegado homem da plataforma, prisioneiro Thaymian.

                Take the OLD down
           
            -
Você não devia ter saído da merda da cela - Ele continuava a apontar o rifle para mim -  E agora você sai e faz essa merda de banho de sangue com os meus subordinados?! Eu vou te matar seu cobrador de merda!! - Disse o comandante idoso.
            Ele também andava em minha direção. Os irmãos ainda estavam em minha volta mas temiam que os usassem como escudo humano. Como são espertos.
            - Agora - continuou seu discurso póstumo para mim - terei que espalhar seus miolos por todo o lugar. E aí continuarei a atirar até que todo o sangue do seu corpo molhe essa prisão - Ele respirava ofegante, mas continuou -  e então pegarei sua pele para jogar ao meu cachorro para que ele não passe frio a noi… oi…t…noite!- Terminando a frase seu corpo foi ao chão.
            Eu e os irmãos Grimm fica assistíamos a aquela cena hilária. Eles, com certeza, mais preocupados com ele do que eu. Tanto que, passados alguns segundos para pensar, avançaram para ajudá-lo.
            - Comandante! - Dizia o “<”.
            - Irmão, acho que é o marca-passo. Tem que ser isso! - Dizia o “>”.
            -  Não, não! Será que ele desregulado por esse chão ter muitas ligas metálicas e estarmos com essas armas atordoantes? - O menino gênio “<” dava sua possibilidade.
            - Ou simplesmente ele é velho e o marca-passo é ainda mais. - Dizia o que parecia o menos sentimental ( e mais racional).
            - Tá, tá calem a boca!  - Gritei para eles - Além de eu estar aqui vocês estão preocupados com esse velho. Se preocupem com vocês mesmos…
            Realmente era uma boa hora para atacar. Os dois estavam lá pensando em como salvar o velho e eu aqui só pensando em como destruí-los.
            O velho tinha andado da plataforma que estava e veio até o piso inferior. Ele estava realmente perto da sala onde se encontrava minhas moedas. Ah, minhas querida, estou indo!
            Era só acabar com os dois. E , então, um chute certeiro em um arrastaria os dois para longe. Fazendo com que a guarda ficasse vulnerável por estarem estendidos ao chão. E assim pularia com os dois joelhos um na cara de cada um.
            Daria tudo certo se pelo menos eles ainda estivessem pertos do velho. Ao começar a correr eles conseguiram, rapidamente, chegar em minha frente. Tentei revidar emendando o soco e todos os movimentos que tinha pensado, todos em vão.  O garoto conhecido como “<” segurou minha perna e deu minha sentença:
            - Ele pode ser velho e estar a beira da morte… - Ele não me focava com os olhos.
            Não conseguia entender. Ele então me encarou profundamente.
            - Você irá morrer antes dele!
            Segurando com mais força minha perna ele me travava de um jeito muito forte. Estávamos bem de frente para a sala que eu precisava adentrar. E além de me preocupar com isso, tinha um carrapato em minha perna. Quando fui tentar me livrar, esse maldito “bicho” não estava fazendo algo sozinho. O irmão “>” vinha correndo do outro lado da prisão. Em uma velocidade gigantesca. Quando me perguntava como ele tinha chego lá ele já tinha pulado, me emendado uma voadora com as duas pernas. Isso tudo me acertou no peito. A força, que era estrondosa, fez com que eu adentrasse a sala-de-armazenamento-dos-itens-dos-prisioneiros.
            Era isso mesmo! A placa que ficava na porta estava sobre mim agora. E eu conseguia ler, com tudo girando, perfeitamente.
            Era muito difícil levantar. Realmente foi um belo golpe e eu o tinha levado em cheio. Era aquela sala onde se encontravam minhas moedas. Deixei de lado os irmãos (dos quais, ainda, não consegui compreender o nome) e fui procurá-las.
            Estante de armas brancas, uma estante cheio de granadas, uma cheia de relógios, outra de isqueiros. Logo depois de um corredor encontrei um armário com paletós, roupas de palhaço (?), várias mascaras daquelas usadas em assaltos a banco (não necessariamente de palhaços…Tinha uma do Mickey!).
            Finalmente voltei a um corredor com mais estantes de objetos pequenos. Encontrei mapas de várias nacionalidades, chuteiras (??), e mais uma estante de relógios. Quando virei  a esquerda para mais um corredor onde eu consegui vê-las. Estavam do mesmo jeito. Prontos para serem contadas, se não me engano, pela milésima vez!
            - Finalmente Jatobá. - Disse Jet.
            - É Jet…Finalmente! - O respondi
            Ao menos de 3 passos, recebo um pisão muito forte na cara. Cai ao chão de costas, e tinha certeza, que possuía a marca da Nike na minha testa. Ao levantar meio bobo, de todas porradas que já tinha levado, olho procurando por elas. E elas já não estavam mais lá.
            Ouço um barulho atrás de mim. Olho no desespero e me deparo com um dos irmãos-que-não-devem-ser-nomeados de costas e contemplando as minha moedas. Um grande filho da puta.
            - Você as quer? - Perguntou.
            - Na…Não! - Menti enquanto me levantava.
            - Você parecia realmente querer essa “coisa”. - Disse enquanto passava elas de mão em mão - São as seis moedas que encontramos por aí, normalmente, mas elas não possuiem o valor daqui. O que são? - Ele realmente queria saber.
            - É só um objeto pessoal. Pode deixar elas aí de lado, para podermos continuar nossa luta. - Tentei evitar que ele continuasse com elas. E , também, que continuasse a perguntar sobre.
            Ele não estava acreditando. Enquanto a dor, e o símbolo da Nike, sumiam. Eu já conseguia ver que ele era o irmão “>”. Esse merda que não sabe nem escolher a porra do nome! Não imagine com quem se meteu ao mexer naquelas moedas.
            Em todo esse pensamento. Nós pensávamos nossos próximos passos. Até que ele, em um pequeno sorriso, começou a correr. Eu comecei a segui-lo freneticamente
            Ele corria rápido demais, atravessamos a segunda estante de isqueiros e chegamos aos guarda-roupas muito rápido. O filho da puta ainda tentou me tacar algumas mascaras para tentar me distrair. Mas, contra o quê?
            Chegando na área onde eu tinha entrado naquela sala, que se encontrava ainda muito bagunçada, pude ver ele encostado onde havia a porta.
            - Querido trabalhador honesto… - Ele disse em tom de deboche.
            - Só deixe eu quebrar a sua cara! - Gritei interrompendo-o.
            - Jatobá você realmente tem que olhar para o lado. - Disse Jet.
            Eu o ignorei:
            - Elas não serão suas… Nunca mais!
            Ele soltou essa frase mandando um sinal para o lado do qual estava a estante de armas brancas e aquelas granadas antigas. O “<” estava lá tirando todos os pinas das granadas de uma só vez. Ele conseguiu isso amarrando os pinos em um lenço. Eu só consegui contar 7. Eram muito mais que isso.
            OA explosão iriam mandar todas aquelas armas brancas em minha direção. Todas são afiadas.
            Não tinha o que pensar naquela chuva de facas.
            Enquanto “>” que estava na porta corria para um lugar seguro e o seu irmão “<” também:
            - Tenho que dizer: FODEU JET!
            Era tudo em câmera lenta, um horror.
            As armas brancas vinham em todas as direções possíveis. Elas cortavam o ar fazendo aquele barulho que faz nos filmes.
            E deixavam sua marca por toda a sala, e também em meu corpo. Algumas não tinham a lâmina afiada então elas não cortavam de um jeito tão critico. Podiam contar de quatro a cinco cortes superficiais. Enquanto corria para algum tipo de proteção. Qualquer coisa, PORRA!
            Uma já tinha acertado a minha perna. Momento certo para pular e rolar para longe.
            Senti um corte na orelha vai sangrar demais. Merda…
            Estava tudo quieto. Era realmente uns dias difíceis que estava passando. Esse pensamento realmente veio a minha cabeça? Era para esquecer a dor…Dor?
            Ela subiu forte na perna.rapidamente levantei para ver. E já percebi corte nos braços a orelha sangrava. E parte das minhas costas parecia queimada, efeitos da explosão? Não importava. Eu tinha uma lâmina na parte de trás da coxa esquerda. Era horrível!
            - Nos tempos feudais, não era recomendável tirar uma flecha que estava aestacada em seu corpo. - Disse o irmão “>”.
            Ele estava ao meu lado.Olhando com aquele ” sorriso da vitória”.
            - Como você pode deixar de lutar tão bem por causa de umas moedas? - Continuou.
            Não pensava em levantar. Poderia socar ele até morte se eu pudesse simplesmente alcançá-lo.
            Eu teria agarrado ele pela sua perna. Mas ele a retirou bem devagar.
            Estava o meu limite. A tontura já virava escuridão e tudo mais estava indo embora…
            - Ele estava acabado irmão. Vamos. - Chegava o “<” chamando seu irmão para irem embora.
            - É. Esse vagabundo teve o que mereceu.
            Palavras de um vencedor.
            VA
                                               GA

                                                                                  BUN
                                                                                                                      DO.
            Era assim que ecoava.
            Era assim que me irritou.
            - Vagabundo é!? - Gritei.
            Eles pararam e se viraram em minha direção, só para me ver de pé. Encarando-os.
            - Que bom que levantou! - Disse “>” que ainda estava com minhas moedas - Mas sera que vai aguentar com essa faca em sua per..
            Ele parou por que se chocou.Não era de bom grado de minha só piorar o ferimento da minha coxa. Mas eu retirei a faca enquanto ele falava. A dor não importava. Causar dor, importava sim.
            Fui em sua direção.
            - Você esta acabado trabalhador. - Disse “>” lá de trás. Enquanto chegava mais perto do irmão. Ficando lado a lado.
            - Meu irmão e eu te avisamos.Fique onde esta. Você é um prisioneiro.
            Continuei andando. Acho que sete passos até eles.
            - Ch-chega  cara! Você pode morrer! - Disse “<” já com ar de desespero.
            -Você nem pode nos enfr…
            - Vocês são o CABOX. - Disse interrompendo o “>”. - Por achar o nome vocês separam em “>” e “<. Mas que “xuntando” forma a letra X. A…Desculpe a piada.
            Eles ficaram puteados. Só por causa de um nome? Que fracos de espírito.
            - É dificil ficar falando separados assim - Continuei - Por isso, juntar-los-ei!
            - Essa frase nem exis…
            Interrompi a fala do irmão da direita, era o “<”, com minha (grande) mão e puxei o da esquerda pela gola. A raiva me deu força para fazer esse movimento.
            E seria o último. Fiz a cabeça dos dois se encontrarem, com uma violência tremenda. Os crânios se chocam como os sinos tocam. A badalada da morte.
            Por mais “dark” que pareça. Foi isso que eu pensei.
            - Você as vezes me enoja… - Disse Jet.
            - Sua vez parceiro. Eu já fiz o que tinha que fazer. - Disse jatobá se ajoelhando e pegando as moedas. Um sorriso sincero vinha ao seu rosto. Item recuperado. E tosses ao fundo. Tosses ao fundo? Vi que o velho ainda estava lá. Cheguei perto.
            - Você derrotou todos meus soldados. Que vergonha… - Ele disse.
            - Você os treinou bem. Olhe só pra mim! Todo acabado… - Disse Jet.
            - Só me de um golpe final… - Suplicou.
            Jet levantou foi até a arma de choque mais próxima e deu uma descarga no peito do velho.
            Ele gritou e me xingou, mas tava resolvido. Eu acho.
            - Corra para a enfermaria mais próxima e vá logo ao hospital. Eu vou te deixar aí não me siga. Não costumo dar segunda chance.
            Boa parte da prisão destruída era difícil saber para onde ir. Estava la pensando quando derrepente:
            - Siga ao Sul. - Disse o velho.
            - Como? - Não entendi.
            -  A sala de interrogatórios é lá. É para onde o gato foi levado. E aqueles dois, também. - Disse enquanto se levantava e rumava ao norte.
            - Obrigado velho. - Disse enquanto rumava ao Sul.
            Corri bastante. Era um corredor enorme. E já soavam chamadas para varios guardas irem para uma tal de “sala da bandeira” pois alguém estava tocando o puteiro. Seria o garoto?.
Não tinha tempo! Continuei correndo até encontrar três sala uma da direita e outra da esquerda.Com uma porta no meio dessas duas.Decidi ir para a esquerda , e que golpe de sorte! Me encontrei numa sala que fedia a ferro. Parei na porta para ver An’na, irmã de Thaymian, chorando ao chão.
            E num piscar de olhos o vidro da sala estoura e aparece a morena da televisão. A da moto dourada. O que ela estava fazendo ali? E realmente ela parecia uma vadia de perto.
            - Meu turno, vadia… O que você faz aqui? - Ela dizia me encarando.
           
 - An’na, seja sincera, quem é essa morena vadia?- Disse, apontando para ela.

Shot Nice - Parte 9

Beat That…

           
- Começou perdendo Thaymian!
            Ele se gabava em minha frente. Gingando como se tivesse em uma luta de boxe, sem as luvas, só “sambando” em minha frente. Enquanto eu me recuperava de seu primeiro movimento eu o vi cuspindo para o lado e me jogando um sorriso safado de canto de rosto. Symon, seu filho de uma puta.
            - Belo começo. Não consegue ser melhor do que isso? - Provoquei.
            Ele retirou o sorriso e me fez uma cara de ódio. E começou a olhar para cima, de onde tinhamos caido.
            - Essa mina era do chefe. Por gerações sua família retirou ouro e outros metais desse solo para construir seu império. Entenda Thaymian que, agora, você tera que se encaminhar até o castelo. - Disse, apontando para cima. - Se eu deixar. - Completou.
            Olhando, rapidamente, para a escuridão acima de nós era algo bem broxante de se pensar em encarar. Na real não era tão bom em probabilidades de altura. Só sei que teria que ir por lá.
            - Para onde esse carrinho, se estivesse em movimento, nos levaria?
            Symon primeiramente fez cara de dúvida e então começou a gargalhar, loucamente:
            - “Dels”, como você é burro! Meu caro, isso aqui não é um carrinho. É uma plataforma. O chefe usa para fazer o tour com os sócios da eMpResA, isso aqui vai parar lá no pátio da bandeira. - Disse apontando para “além” de mim.
            Foi só o puto de jaqueta de couro falar. A plataforma começou a acelerar, devagar, entrando em movimento rumo ao “pátio da bandeira”.
            Não me aguentei:
            -Symon, o que têm lá? - Olhar sério, sem mexer a expressão do rosto.
            - Ué? Não “caiu”até aqui? Eu que não vou estragar a surpresa. - Ele tirou a jaqueta de couro e jogou para o lado. Quando ela encostou ao chão fez um barulho alto como se tivesse algo lá dentro.
            - Droga, é meu Ayfone! Tinha esquecido que ele estava ali. - Falou num tom de “fiz cagada”.
            “Ayfone? Excellent…” - Pensei. 
            - “Beat that”. - Disse.
            - O quê? Você ainda “BRINCA” disso? - Ele disse assustado.
           

Taste of iron…

           
Jack estava com os curativos em seu rosto. Aquilo bastaria para estancar o sangramento e diminuir um pouco , bem pouco, a dor da mordida que ele tinha acabado de levar.
            Bruce, como eu já havia comentado, estava me encarando muito profundamente. Naquela sala toda ensanguentada, o gosto de ferro no ar, só um vai sair vivo dessa. Eu estava muito cansada.
            - Você é uma vagabunda. Eu não te perdoarei… - Ele disse ofegante.
            - Você tem dois minutos. - Respondi.

            Quando perdemos alguém próximo, do qual não podemos defender, pelas mãos de alguém mais forte que agente. Somos logo entrando em uma fúria tremenda, as vezes taxada como infinita, da qual só saímos com nosso adversário morto, nós morrendo ou ambos.
            Ele estava nessa fúria.
            Pobre ser fraco.
            Ele veio com tudo, chegando a me derrubar como se estivesse num jogo de Rugby. O encontro foi tão forte que me mandou para porta. bati as costas, mais uma vez, e me senti tonta. Consegui enxergar, graças a luz avermelhada, a lâmina vindo ao meu encontro. Rolei pela parede até encontrar o canto direito.
            “Ainda bem que estava perto” - Pensei.
            Coloquei uma perna atrás para poder pegar um impulso e devolvi o golpe de rugby. Claro que não foi tão forte quanto o dele, mas consegui desequilibrá-lo, e quando percebi ele estava imobilizado. Eu sobre seus braços, e o rosto dele bem a minha frente.
            - Quer vingar alguém soldado? Saiba lutar, saiba ser homem, saiba se vingar e, principalmente, saiba ser furioso.
            Ele tentou não entender mas os seus olhos, aqueles olhos iluminados pelo rubro que a fita de neon lançava em seus olhos. Era o desespero.
            Levantei um braço rapidamente, e desci ele na mesma velocidade. Era varios socos eu não conseguia contar. Estava em transe de, finalmente, essa situação estar resolvida a ponto de eu encontrar meu irmão. O meu braço não doía, minha mãos não sangravam. Eram socos bem dados, e perfeitos. Diria que, com gosto até. O cheiro de ferro no ar ia se renovando a ponto do pobre rosto do Soldado Bruce estar se esvaindo do recinto. E aos poucos eu achei que já estava socando o chão mas não conseguia mais ver nada. A luz vermelha tinha se apagado. Ainda soquei aquele amontoado de carne mais umas três vezes e percebi que estava chorando. Achei que tudo aquilo, mesmo sendo para sobreviver, não ia existir mais para mim.
            Encostada na parede, em minha volta só havia corpos, ouvi um zumbido vindo da direção do vidro espelhado. Após esse zumbido ficar forte ouvi, o que parecia, um alçapão se abrindo. Após isso, porradas no vidro e quando se quebrou, a figura de Marjorie apareceu.
           
- Meu turno, vadia…O quê diabos você faz aqui?!
            “Esquizofrênica?” - Foi o que pensei, enquanto engolia o choro.
            Mas pensando bem, a sala tava iluminada. Seguindo o feixe de luz dava até a porta onde mais uma figura estava a aparecer. Eu não aguentava mais lutar…
            - An’na, seja sincera, quem é essa morena vadia? - Disse apontando para ela: Jatobá, o cobrador.

Beat that²…


           
- Como se o que você quisesse , desde o começo, fosse me deixar vivo. Symon, “BEAT THAT”.
            Ele sabia, dito duas vezes, não era brincadeira.
            - Então… - continuei - O jogo consiste em a cada soco que trocarmos contarmos pontos.
            - E assim por diante até um cair por clemência. Eu sei Thaymian! - Ele brandou vindo em minha direção. Agora era pra valer.
            Jab direito, jab esquerdo. Ele era uma bicha rápida e sabia o que estava fazendo. Defendi os dois e tentei encaixar os meus golpes. Na realidade a partir desse ponto, que nós estávamos entrando no pique, o placar contava em zero a zero. Ele foi um pouco para trás, respiração ofegante.
            - 10 a zero pra mim. - Ele disse.
            - O quê? Você não me acertou nenhuma vez! 
            O carrinho passava por um terreno meio sedentário, por isso balançava um pouco e fazia uns barulhos estranhos.
            - O soco que te acertei logo que descemos nessa plataforma. - Disse ele se segurando para não rir.
            - Seu safado! Nem tínhamos combinado…Maldito, querendo quebrar as regras. - Falei querendo arrebentar sua cara.
            - Cale-se! Ganharei de qualquer maneira. - Ele disse avançando.
            Ele avançou de um modo estranho. Foi muito rápido, nunca tinha visto, e não percebi. Mesmo! E tomei o primeiro soco.
            Cai ao chão bem ao momento que a plataforma fazia uma curva. Rolei até quase cair dela. Me levantei com a mão no rosto.
            - 30 a zero.  +20 por ser o primeiro, viado. - Ouvi ele dizendo.
            Por um momento pensei o quanto me afastava de An’na. Já era o quê. o terceiro, quarto problema que me impede de salvar ela? Meu, como ele socava forte.
            Avancei com um soco direito. Ele desviou dando-me a chance de agarrá-lo com a  mão esquerda e acertar uma joelhada em seu estômago. Daria tudo certo se ele não tivesse se livrado do meu braço esquerdo e, com uma incrível força , o levou até meu joelho. Caramba, consegui me bater!
            Ele tomou distância e, tinha certeza, comentou o placar:
            - 30 a -10.
            Perdi a cabeça com esse último comentário. Tanto que ele já estava em meu lado, me socando de novo. Foi um que virou meu rosto para direita e outro pela esquerda levando ele para o outro lado. Fiquei tonto novamente. Estava levando uma surra.
            - 50 a -10 Thaymian. Sinceramente, como você pode pensar que vai salvar ela? - Ele se gabava.
            Esse pensamento. O de salva-la, eu estava brigando com ele para isso mesmo?
            “Mas é claro! Se não já estavamos em sua casa jogando DOTA enquanto a vagabunda da sua irmã estava sendo sodomizada por todos os necrófilos do mundo.” - Pensei ( rapidamente, é claro).
            Me levantei e pensei o quanto mais estava longe de An’. E essa maldita sala da bandeira. Onde é que ficaria? Se eu não descobrisse por raciocínio próprio. Usaria o Symon como guia…
            Finalmente estava encarando ele novamente. Agora é serio!
            (Antes eu estava me aquecendo, eu juro!).
            - Pode vir. - Chamei.
            - Você só pode gostar de apanhar. - Ele disse avançando sobre mim.
            Ele tentou me enganar, querendo dar um soco com o esquerdo, num sentido reto, mas logo já levantou a perna direita girando ela no ar tentando emendar um “martelo”. Aquele chute que vem do alto e desce igual a um: Martelo. Consegui ser mais rápido e apoiar com a palma da mão o chute dele. Ele percebeu que fui mais rápido. Segurei a sua perna ao alto, parecendo que estava ajudando-o a fazer alongamento, e soquei direto o que via em minha frente. Virilha e os seus testículos. Ele caiu gritando de dor.
            - Um em cada ovo. 50 a 10 pra você. Eu espero você levantar. - Disse, me sentando, coma s pernas cruzadas e olhando ele rolar.
            A plataforma tremia enquanto ele rolava para a direita e para esquerda. O mais engraçado é toda vez que ele passava pelo meu campo de visão ele me xingava. Então ele ia começar a rolar para a direita e quando passava por mim falava: PUTO. Começou a rolar para a esquerda. DESGRAÇADO. E assim foi, com um “filho da puta” e um “pia do caralho” até ele se acalmar. E a dor começar a passar.
            - Seu…Seu safado. Sabe como dói. - ele ofegava.
            - Levante-se bicha louca. Vamos terminar.
            Ele levantou todo “tremendo as bases”. E mesmo todo machucado ele não calava a boca:
            - Descontarei toda essa raiva que sinto lá naquela vagabunda. Já disse Thaymian: A VADIA VAI MORRER SOFRENDO E VOCÊ NÃO VAI NOS IMPEDIR!
            Ele terminou a frase. Tivemos um minuto de silêncio, só se ouvia  a plataforma balançando e a respiração ofegante dele. Senti um “caldo” grosso e quente descendo pelo canto da minha boca. Levei a mão até a boca e percebi, o que era óbvio, o sangramento. isso só me fez pensar em uma coisa:
            - Sangue do meu sangue Symon. Isso, só, já basta. - Falei.
            Ele se enervou.
            - Cansei desse casalzinho! - Berrou vindo em minha direção.
            Ele estava bem rápido. Me deu um soco que virou meu rosto para a direita.
            - AHAHAHA! Thaymian, 60 a 10! O que você acha?
            Consegui pegá-lo pelo pescoço. A expressão de surpresa logo virou terror, apertando o começo do esôfago, a faringe, laringe, amigdalas, tudo que compunha aquilo que sustentava sua cabeça. Olhando bem em seus olhos, lacrimejando, possivelmente nessa hora esbocei um sorriso sincero.
            - O que você sabe sobre mim? - Falei calmamente.
            Ele não respondeu.
            Dei um tapa, depois outro, depois outro e mais outro. Bati até a cara dele ficar vermelha. Joguei-o para o lado que reclamava da ardência do seu rosto.
            - Eu não te soquei então diria que cada tapa valia cinco pontos: então esta 60 a 30.

            Percebi que ele se arrastava em direção a sua jaqueta. Ele chegava cada vez mais perto. Quando finalmente a alcançou sacou uma arma pequena, parecia ser uma beretta ( arma de mulher).
            - E agora? “BEAT THAT” né? HAAHAHA. - Ele parecia esatr enlouquecido.
            - Não gosta que estranhos encostem na sua cara e por isso você quebra regras de um jogo? Que imbecil você. - Disse, tentando me aproximar.
            - Não me venha com essa Thaymian! Você assassinou vários agentes nossos!
            - Eu estava me protegendo…
            - CALADO! EU VOU ESPALHAR SEUS MIOLOS POR TODA ESSA MINA QUE QUANDO FOREM ACHAR VOCÊ SÓ VÃO ACHAR DIAMANTES DE SUA EXISTÊNCIA!
            Ele puxou o gatilho.
            A plataforma passou por um terreno sedentário. E o tiro subiu como nunca, meu, como agradeço não ser tão alto, o tiro pegou de raspão em meu ombro. Mas foi a chance de chegar perto e pisar na cara de Symon, chutar a arma para longe.
            - Quebrar as regras. Como eu odeio isso seu bicha imunda. - Disse.
            - Saia da minha CARA! - Ele disse levantando.
            Ele foi, perdendo o equilíbrio, para longe de mim. Ele já estava em suas últimas forças. E, repito, não calava a boca.
            - Eu vou ganhar….Eu vou ganhar…EU VOU GANHAR. - Disse ele correndo para mim.
            Eu chutei sua cara, ele voltou de onde veio. Ele, com as bochechas e, agora, o nariz vermelho.
            - Sua irmã…não tem escapatória. Nem você! Estão encrencados até o resto de suas vidas. Não terão paz.
            Cruzei os braços, fechei os olhos e comecei a pensar. Com a cabeça baixa e aquele ar de raciocínio. Descruzei os braços e levantei eles ao alto, abris os olhos e com um grande sorriso disse:
            - Melhor do que nada.
            Ele não entendia. Isso deu tempo de eu avançar.
            Enchi um soco bem no meio da sua cara, e depois um na boca do estômago, e depois outro de esquerda em seu rosto. O contador agora ia para 70,80, 90, 100!
            Quando terminei vi ele cambaleando. Nem sabia mais onde estava.
            - Sabe Symon…- Disse.
            Com a cara toda inchada fez cara de que prestava atenção.
            - Eu não gosto de números cheios.
            Tomei uma distância e avancei para acima dele. Ele nem se mexia quando estava para chegar pulei, pulei o mais alto que podia. Ele me acompanhou com a cabeça, fazendo o que eu queria.
            A gravidade ajudava, desci com um soco. Estilo o “martelo” que ele tinha tentado me acertar, e acertei bem a  ponta do seu queixo. O impacto fez com que suas bochechas rasgassem e a mandíbula fica aberta que nem um livro. Grotesco, mas vitória.
            Enquanto ele balbucia gemidos de dor. Algo que me lembrou um zumbi. Me aproximei dele, que já estava indo para a ponta da plataforma.
            - Sabe Symon. O importante não é ganhar…
            Encostei o braço em seu peito. Todo ensanguentado.
            - E sim, humilhar o segundo colocado. - E eu o empurrei.
            O corpo bateu no chão e passou por uma das rodas da plataforma. Deu para ouvir o “PLOC!” de crânio sendo estourado. Eu estava me distanciando de An’na.
            Mas, o caminho estava mais limpo do que antes.

FIM     

Shot Nice - Parte 8

Where’s my money?

Onde eu tinha deixado as minhas moedas? Minhas lindas e brilhantes moedas. Obras de artes circulares, fazendo com que você se sinta bem só de olhar para elas.
Espelhos financeiros. Para alguém se apegar em ficar contando dia a dia, numa infinidade de valores altos e baixos.
- Senhor, por favor! Nós imploramos que você durma, leia um livro, vá cagar…Qualquer coisa para você calar essa boca. Porra! - Brandou o soldado Edison, o que não gostava de animais.
- Me desculpe. Não é intencional… Edison, né? - Perguntei.
Ele suspirou, e então caiu no papo:
- Sim, esse é meu nome. E o seu é Jato…
- PODE ME CHAMAR DE JET! - Disse, interrompendo-o - É assim que meus funcionários me chamam e também prefiro assim…
- Ok… Meus superiores só pediram para mim cuidar de você e de sua bagagem… Mais nada. Preciso em retirar… - Ele disse se retirando.
- Espera! Você disse “bagagem” o que realmente “eu” trouxe? 
- Bom, todos nós tivemos que cuidar de um porta moedas, um nunchaku bem pesado…Acho que era só.
Tudo em perfeito estado. Faltava pouco para eu estar calmo e pedir minhas moedas de volta…
Voltei para a cama e me sentei. Respirei fundo pensado em como os caras no Bar do Ximps estavam. Preocupados? Aflitos? Trabalhando? Contando muito dinheiro?
Ah! minhas moedas…
- Que vontade de vomitar ouvindo tudo isso.
Eu levantei a cabeça pensando que tinha falado alto novamente. Mas não tinha, eu tinha certeza dessa vez. O soldado Edison já tinha voltado com os outros. Mas quando voltei a minha atenção para a cela. “Ele” estava lá.
Você, fã de meninas super poderosas, pode se aquietar aí. Não apareceu nenhum diabo cheio de fofuras e garras de caranguejo.
Era alguém que eu devia evitar.
Ele estava sentando na privada da cela. Com cara de tédio e olhava para mim. 
- É sério, só não vomito por que dói… - Ele disse coçando a barriga.
- Você é o tédio puro…
- Alguns odeiam, outros amam…
Ele disse isso, virando o rosto para os soldados.
- Vejam eles. Todos trabalhando, e esse trabalho é cuidar de você… Ou posso dizer: Cuidar de mim!
Me levantei da cama e apontei para ele.
- Eles não sabem de sua existência! - Brandei.
- Eles mentem bem então.- Ele se virou para mim, novamente coçando a barriga - Pois, quando batalhávamos no chafariz da cidade, eu senti a presença deles. Mas estava com ódio daquela puta, que nem liguei para eles… - Disse, bocejando agora.
Eu não o aguentava.
“Você precisa dele como ele precisa de você”. Meu mestre sempre dizia.
- O que você quer? - Disse me virando e apoiando na parede.
- Não chore Jet… Estamos juntos nessa. Lembra antes de atender a ligação do Currillo, você me pediu ajuda.
- Estava sobre pressão…
- Pressão do quê Jet? Do ar em sua cabeça oca? Por favor… Olhe para aqueles idiotas ali. Você sabe de onde eles são?
- Prisão Federal? - Perguntei.
Ele começou a  gargalhar. Levantou da privada, e se dirigiu até as grades. E ficou Observando cada soldado que conversava.
- eMpReSa colega… Aquilo que destruiu agente, destruiu sua vida, e nosso mestre! E você vai ficar parado? - Ele não se virou.
- Eles já fizeram muito mais “amigo” : Assaltos, assassinatos. Até a lei de Kurintba foi reescrita por eles. O que poderíamos fazer? Nada! É isso…
Ele respirou profundamente. Lamentou tudo o que ouviu e então se virou.
- O que você sabe sobre mudança? - Ele me encarou.
- “Algo necessário, que pode demorar ou ser acelerado. Dependendo de condições…”.
Ele sorriu com o canto da boca.
- Você não gosta de continuar essa frase? Ainda? Vamos, você viu o que eles fazem com nossas queridas moedas?
Me surpreendi, corri até as barras da cela. Comecei a observar o como eles pegavam minhas moedas e colocavam em seus bolsos… Ou ainda, em suas carteiras de couro.
- “Dependendo de condições boas ou más”.
Ele se surpreendeu, caminhou até meu lado.
- Vamos pegá-los Jet. - Ele sussurrou em meu ouvido.
Eu pensei eim como tudo aquilo aconteceu. Eu querendo parar aqueles dois para se arrependerem de destruir a convenção internacional ( dos carros ). Só queria saber o por quê. Eu fui derrubado enquanto os enfrentava, sera que estão aqui. Isso não importava agora. Eu preciso de minha moedas.
Respirei, olhei para “ele”:
- Vamos surrar eles…Jatobá!.
- Já mandei você se calar, porra! - Gritou Edison do posto que estava.
Ele percebeu que nem falei nada e se aproximou.
- Caralho eim! Você não cala a porra da boca. Você é um prisioneiro da eMpReSa, e não pode se comportar assim.
Eu não me mexi. Só sorri.
- Eu posso te dar um tiro se for necessário. - Ele me apontou seu rifle.
- Você é corajoso Edison… - Disse.
- E você é muito burro por não ficar calado.
E atirou.
Se passaram alguns segundos. Segundos do qual pareciam anos para Edison. Como eu sabia? Sua cara de terror, sua cara de medo, e a pequena lágrima saindo pelo canto de seu olho.
A bala do rifle estava entre meus dentes. Mas eu podia falar.
- Eu havia treinado para isso, em anos.
Eu o peguei pelo pescoço, puxando-o até as grades. Com o impacto ele já acordou do choque e chamou seus companheiros. Não durou muito. Eu finquei a bala em sua garganta.
- Leia meu crachá… - Disse, encarando-o.
- Vo…Você é louco? - Ele falava, balbuciando enquanto o sangue se espalhava.
- Diga! - brandei.
- Jet…Jatobá. - ele disse, ficando sem forças.
Agradeci jogando-o para o lado. E então percebi seus “amigos”, sendo comandados pelo de patente mais alta.
- Vamos acabar com esse pu…
Ele não teve coragem de terminar quando me viu arrebentando as barras. Após isso sai e limpei o excesso de sangue em minha camisa e calça. Fiquei parado esperando. Eles não se mexeram por mais de 30 segundos. Pude então perceber que eram 5 homens. E então meu querido amigo veio encher o saco, Jet.
- Você precisava mesmo acabar assim com ele? - Disse, olhando para Edison.
- Você me pôs no controle. Não comece a enxer o saco.
 Ele ficou queto. Pude perceber os soldados finalmente se mexendo.
- Vamos logo. Peguemos esse esquizofrênico de merda! - O comandante disse.
Mirando o rifle em mim, enquanto seus soldados vinham com armas de choque, percebi como acabar com cada um. Sem ele atirar em mim.
Ah, as minhas moedas voltariam para mim…

The Dark Room²

- Então, desculpe entrar sem bater? - Disse sorrindo.
Era uma cena ótima. Um cara gemendo em meus pés, eu portando uma .45, 3 idiotas em minha frente…Aquela morena da ponte?
- Mas veja se não é a Moça que curte beijar pneu! - Disse, encarando Marjori.
- Seu viado fodido.- Ela disse avançando para cima de mim.
Eu puxei o querido guarda do chão e coloquei a .45 em sua cabeça.
- O gata…Não se mexe não. Esse subordinado seu pode ir para o céu por culpa sua.
Ela parou. 
Mas o cara que estava no meio deles, retirou sua arma muito rapidamente e deu dois tiros. Acertando o soldado.
É claro que levei um susto. E não percebi, quando olhei para o chão, que ele já estava morto.
Soltei o corpo, deixando em desuso. E aquilo me deixou muito puto.
 - Se livrando de soldados como se livra de moscas? - Eu o encarei.
- Medidas drásticas senhor Thaymian. - Ele disse colocando a arma no paletó. - Com qual plano você pensa em sair dessa sala? Ou melhor, desse prédio?
Marjori soltou uma risada. O outro cara , que estava do lado do cara de preto, não parava de me olhar. Mas não era me encarando, ele olhava para minhas calças. Argh…
- Ok, temos a puta morena. O cara que foi figurante no M.I.B bem ao meio. E aquela bixa nova ali. - Depois que falei isso ele começou a me encarar. - Qual de vocês virá primeiro?
A sala era pequena. Meu vidro quebrado a direita e o que parecia uma balada do lado esquerdo. Era a An’ lutando contra dois soldados num show de luzes coloridas?
Senti uma movimentação vindo deles. Merda, me distraí. Era o cara de preto, ele só conseguiu, de algum modo, chegar perto de mim. Ele estava do meu lado, e pos a mão em meu ombro. Não conseguia me mexer, a mãoera fria. Era a mão de um cadáver?
- Eles cuidaram de você. Sua irmã escapará… E te contará a verdade. Quero ver você protegê-la depois. 
Ele retirou a mão, abriu a porta atrás de mim e saiu. Seus passos podiam ser ouvidos por mim. Eu ainda não acreditava, o medo me proporcionou isso. Até cair na real com a voz de Marjori.
- Symon, esse é o irmão da vadia que está na sala ao lado. O chefe quer ele e ela. Você cuida desse?
Ele me encarou, dessa vez corpo inteiro. Me incomodei quando ele chegou, com o olhar, em minha virilha.
- Thaymian da Academia. Bom saber…
- Como se vocês soubessem algo.
- É isso que quero saber, o quanto você aguenta!
Ele não se mexeu.
Até pensei que fosse uma brincadeira. Algo que ele iria parar e falar : “Rááá! Troxão!”. Mas, nenhum movimento.
Marjori abria um sorriso, e então comecei a escutar um zumbido, começou fraco e aumentava.
O tal de Symon abriu um sorriso e deu dois passos a frente. Ele estendeu a mão esperando um cumprimento.
Eu adorava piadas. Mas essa não tinha graça nenhuma. Me aproximei, com a .45 apontada para baixo. Fiquei de frente para ele. Uma última olhada em Marjori, e na sala que minha irmã estava. Caramba! Que chute lindo ela estava dando…
- Me cumprimente Thaymian. Seja educado… - Ele disse, me voltando a atenção a ele.
Aquilo não estava certo.
Eu encostei em sua mão para ele gritar:
- Agora Marjori!
 Ela apertou alguma coisa que não podia ver. Ele segurou minha mão muito forte. A arma caiu de minha outra mão, por causa do susto. O chão se abriu e caímos. Numa escuridão, sabia que ele estava ali. Rindo de mim. Olhei para cima, e só consegui ouvir Marjori quebrar o vidro e falar:
- Meu turno, vadia…O quê diabos você faz aqui?!
Quem estava lá?
Cai em algo que parecia um carrinho de carvão. Daquelas minas antigas. Só que era um bem grande. Symon deu dois passos par atrás, ficou de costas.
- Não pegarei leve… - Disse.
- O que você entende sobre leve? - Eu o respondi.
Retirei minha jaqueta, e a joguei para o lado. Voltei a  encara-lo  e acabei encarando seu punho. Comecei perdendo…


Lights And Sounds…

Eu estava sentada. Encarando dois sargentos da eMpReSa. Que estavam apavorados por uma luz verde. Caramba, era hilário! Um deles tinha puxado uma faca, o outro ainda tentava entender o que eu acabara de fazer.
Relaxada na cadeira, me debrucei até o outro apoio e disse:
- Vão demorar?
Ele se olharam e o da direita, que eu tinha destruído seu lindissimo rifle, disse:
- Na real parecia que você ia nos atacar. 
- Humpf, e vou mesmo.
Eu me levantei mas me dei mal. Ele era rápido e já estava bem perto. Ele possuía pernas grandes e uma capacidade de avanço bem rápida. Um soldado muito bem treinado. 
Tive que desviar, mas a estocadas e cortes estavam chegando cada vez mais perto. Tive que usar a luminária.
Ela tinha um pouco do cabo elétrico então pude me defender e girá-la muito bem. Só que era uma lerdeza só.
Ele se acostumou com meus movimentos e começou a emendar chutes entre as estocadas. Um em acertou do lado direito do corpo. Tive que rolar, em direção a porta. O uniforme do soldado esta ajudando muito nessa luta. Ele aperta meus peitos…Dói!
Ele estava ficando cansado, eu também estava. Mas o outro… Ele nem se mexia. 
- Jack. - O cara da faca falou - Dá para ajudar?
- Bruce…A luz verde apagou…
Só três minutos? Ou cinco? E já estamos cansados? O que acontece aqui?
Tentando raciocinar e cuidar que nenhum deles de um golpe surpresa em mim. Ouvi som de vidro se quebrando. Mas eles vinham da direção do vidro espelhado. Vi meu reflexo, e só.
- Foda-se. Vem aqui me ajudar. Nós fodemos essa vadia… - Continuou o tal de “Bruce”.
O outro, Jack, parece que “acordou” do seu sono. E correu para o lado de Bruce.
Ele ficou na mesma posição que ele. E então gritaram:
- Formação DOUBLE DRAGON.
Eu não acreditava em tanta besteira.
Avancei rodando a luminária em direção de Jack. Ele a segurou. E a puxou em seguida, fui em direção a eles rápida demais. Bruce conseguiu me acertar um corte no braço, enquanto Jack tentava me segurar soquei sua cara. Bruce enfiar a faca em minhas costas, vindo por cima. Consegui puxar a luminária e a bati em seus joelhos. Ele caiu no chão.
Me virei para o Jack dando-lhe um chute. Ele foi um pouco para trás, balanço um pouco a cabeça mas estava tudo bem. ruim, para mim, que acreditava que aquele era um chute muito forte. Consegui ver, por canto de olho, a cor amarela se apagando. Eu iria cumprir minha promessa. O problema era acabar com qual primeiro.
Bruce levantava e Jack começava a andar calmamente em volta de mim. Estavam me flanqueando.
Com a faca Bruce me atacava tentando estocadas diretas. Me defendia com a luminária.
 Jack tentava me agarrar e me dar chaves de braço. Eu o jogava pra longe sempre dando cotoveladas quando defendia as facadas. Era dificil, mas precisava me livrar deles. Consegui me afastar para um canto, Senhor Fuffles estava aos meus pés, para pensar em uma estratégia precisava respirar.
“A luz amarela já era, faltam quatro”. - Pensei.
Com dificuldade de respirar, os dois me encaravam.
- Fique parada. Só colocaremos você em uma cela. - Disse Jack.
- Sim! E os soldados, que estão todos mortos agora, eram só para me vigiar né? Eu sei o que vocês querem. E vocês não o teram.
Bruce bufou e disse algo eim grego. Eu imaginei que era grego mas deixei pra lá. Não entendi porra nenhuma mesmo.
Voltando a prestar atenção em Jack. Ele havia em mãos o Mr. Fuffles.Como ele foi até lá tão rápido.
- Isso não hora para brincar Jack.
- Eu não estou brincando Bruce. Eim, vadia, se entregue ou o gato morre.
Enquanto ele dizia isso a cor azul se apagava ao fundo.
Que coisa imbecil. O cara para de lutar para pegar meu gato de refém  e chamar minha atenção.
Vou esfolar ele por isso… 
- Ok, gatocídio não é o protocolo de vocês. Devolva o gato. - Disse, ameaçadoramente.
Jack empunhou, agora a sua , faca do uniforme. Em um movimento rápido ele aparou os bigodes do Fuffles. 
- Eim seu desgraçado! Ele não tem nada a ver!- Berrei.
- Se entregue! - Ele repetiu, agora trazendo a faca para perto de uma das orelhas do Senhor Fuffles.
Dei dois passos na direção deles, fiquei de joelhos, coloquei as duas mãos atrás da cabeça. E, antes de abaixa-la vi a luz rosa se extinguir.
- Eu me rendo, soltem meu gato, e vamos sair daqui. - Disse. 
Jack se aproximou ainda abraçado de Mrs Fuffles. Que estava curtindo o colo, não estava bravo nem nada.
Ele chegou bem perto, deixou Mr Fuffles no caminho, conseguia ver sua botas do uniforme bem em minha frente. Fiquei encarando-as. 
Ele respirou e disse:
-Você matou meus soldados. Não tenho escolha.
Ele levantou a faca com os dois braços. iria descer ela em minha cabeça como se fosse uma guilhotina. Descia na mesa velocidade, aquilo seria mortal.
Quando ja estava quase me acertando, consegui levantar a cabeça rapidamente para trás. Ele foi até o chão, com tanta força foi usada que podia estava a encarar seu cabelo.
- Eim, psiu! - Disse para ele.
Ele sauva. Então, quando os olhos dele encontraram os meus:
- Nunca mexa com meu gato.
Segurei sua cabeça e mordi seu nariz.
Não conseguia ver Bruce. Mas acho que ele estava em choque. Seus passos foram demorados até chegar na gente. Enquanto me “deliciava” o nariz de seu comparça. Aquele filho da puta mereceu.
Quando Bruce chegou, me deu um belo chute que me fez voar até a cadeira. estávamos todos exaustos, quando cai sobre ela finalmente dei uma bela respirada enquanto olhava os “double dragons” se ajudando.
- Essa….Essa…PIRANHA MORDEU MEU NARIZ! Ahhhhh… - Ele berrava.
- Calma cara, vamos usar um primeiro socorros.
Sentei novamente na cadeira. Como tudo começou, a falta de ar já era menor. Mas Bruce me encarando, era perturbador.
O roxo, que estava bem ao seu lado, ia apagando devagar e devagar… Até que sua cara sumiu na escuridão.
-Eu não vou te perdoar. - Ele disse.
- Calma “o Sombra”. Que temos mais três minutos até eu acabar com você. Seu amigo, já era.
Ele levantou. A luz vermelha dava um ar demoníaco para ele. Isso significava, para nós.
Três minutos, para transformar soldado e mulher, em completos demônios.


FIM 

 

 





  

 



 

Shot Nice - Parte 7

Darkness turns to light… 



           
- Porra Bruce! Quebra esse vidro e nos salve! - Disse Jack.
Não conseguia vê-lo de jeito nenhum. Muitos menos a An’na, que após dizer aquilo sobre John desapareceu. Pensei que ela iria nos atacar, mas pensando melhor, ela quer é nos amendrontar!
            - Jack, nossos rifles são mais leves por não possuir a lanterna para iluminação. Tome cuidado e fique perto. - Disse.
            O que passava em minha cabeça era o por quê de Marjorie não adentrar a porra da sala também. O que mantinha eles ocupados? 
            Comecei a andar bem devagar, tentando ouvir mais do que minha própria respiração e os passos de Jack.
            Um passo bem calmo, rifle apontado pra direita da porta. Concentração e respiração calma, pensando em nada para assim os olhos se acostumarem e então ver uma leve movimentação… Atirei. O brilho da arma foi muito rápido e só pude perceber o Jack na mesma posição em que ele estava.
            - Grande parceiro você em! Agora ela deve, ainda, estar por aqui  e você nem ao menos se mexeu… - Disse a ele.
            - Me lembrei de como disseram em nosso treinamento. Do qual poderiamos se safar de qualquer coisa, a qualquer hora. E nesse exato momento, só pensei em uma coisa. - Ele disse.
            Não conseguia entender porra nenhuma que passava em sua cabeça. Até que ele começou a brilhar numa cor púrpura. Olhou para mim sorrindo:
            - Pulseiras de Neon. Festa da eMpReSa dois meses atrás. - Disse, com uma cara de bobo.
            - E você guardou em seu uniforme? Quer saber? Estamos conversando com um inimigo em nossa espreita. Agora jogue isso para iluminar a sala.
            Ele jogou o neon púrpura em direção a cadeira. Ilumianndo boa parte da sala no processo, consegui enxergar o gato bem embaixo da cadeira. E, novamente, todos os corpos de meus subordinados. Mas nenhuma sinal da vadia. 
            - Jogue um em cada canto. Uma hora ela aparece. - Disse.
            Ele retirou praticamente uns seis daqueles neons.
            - Vou usar esse verde aqui. Combina com púrpura. - Disse alegremente.
            Nem liguei e continuei procurando, mas só em  meu campo de visão. Enxergava a porta, a cadeira, o gato embaixo dela, corpos, sangue no teto.Sangue no teto? Era como se fosse passos, mas ele estava como se estivesse arrastado. Segui o rastro até onde podia e imaginei sua rota. Estava bem acima da cabeça do Jack.
            - Se abaixe Jack. - Disse com cuidado e empunhando o rifle.
            - O quê Bruce? - Disse ele quebrando o neon verde.
            - Se abaixe….A VADIA ESTA AÍ!
            Ela apareceu, como se fosse homem aranha da vida, bem na frente de Jack.
            - Já vi muito dessas na época da faculdade… - Ela disse socando Jack.
            E logo após agarrando-o e jogando-o na parede. A arma dele ela chutou em direção a porta. Travei a mira bem no meio de sua testa, ela me jogou aquela merda de bumerangue. Tive que me defender com a arma, o dano foi o bastante para deixa-lá em desuso. Quando joguei a arma de lado vi que ela tinha imobilizado Jack  na parede de vidro. Não tinha palavras quando percebi que ela tinha pego o empunhado de 6 cores, com a verde funcionando, e pulou para a cadeira. Com uma incrível habilidade, ela caiu sentada.
            Percebi que Jack, depois de todas as porradas, abriu a boca de tanta indignação da cena que acabou de ver.Eu também não acreditava no que estava vendo. O quanto ela podia ser perigosa?
            Ela pegou do chão o neon púpurpura colocou os outros no colo e então começou a falar: 
            - O neon púrpura não vale. - E o jogou para trás dela, ele caiu em frente a porta. Já apagando - Vamos começar com esse verde aqui. - E o jogou em nossa direção caindo bem ao meio de nós.
            Após isso ela foi quebrando um por um e jogando, praticamente, onde estava os guardas em posição pentagrama.
Amarelo.
Azul.
Rosa.
Roxo.
Vermelho.
            Cada um em sua posição, ela se levantou.
            - Esse são de má qualidade. Até nisso o Chefe de vocês economizou grana. - Ela disse bem calma.
            -Não ouse falar assim dele! - Disse Jack, pela primeira vez mostrando a sua posição de sargento.
            - Continuando… - Ela disse, olhando para a luminária que já estava no chão. - Eles são baratos por durarem bem pouco. Cada um praticamente dura 3 a 5 minutos. Olhem bem para essas cores. Eles são seus tempos de vida, quando se apagarem, vocês morreram.
            - Então - Eu disse - Podemos começar logo? - Retirando minha faca e assumindo posição de luta.
            Estava muito preocupado por quê de Marjori e os outros não estarem aqui ainda, o que deve ter aocntecido?
            Só conseguia mesmo me concentrar na luz verde, que estava ao meu lado, se apagando.


Rollercoaster…

            Eu durmo pra caralho!
            Imagine então ser desacordado por algum tipo de  nunchaku que acertou sua cabeça! É, eu tenho sorte.Não sei o quanto dormi, não sei onde estava. Só sabia que o papel de parede era muito radical! Bonito mesmo.
            Levantei para observar melhor, tinha um grande espelho em minha frente. Quando percebi estava cercado por soldados de algum lugar. O uniforme era bem pesado, e bem armado.
            - Pelotão é para cuidar que esse aqui não mexa um dedo! - Disse um que parecia de uma patente mais alta.
            - Posso pelo menos de mostrar o dedo do meio? - Disse.
            - Engraçadinho, estamos aqui cuidando de você. Se quisermos te foder, nos fazemos também. - Disse o “comandante”.
            - Então quer dizer que o Village People tá cuidando de mim? Vamos, me diga aew, você é o policial? 
            Ele me olhou com raiva. Mas ele só deu um passo para trás  e começou a vigiar a porta.
            Ainda meio “noiado” de ter acabado de acordar. Comecei a perceber em volta.
            Sala de interrogação, pequena e perfeita para se livrar deles. Mas como?
            A cadeira que eu estava sentado parecia aquelas do consultório do meu dentista. Pregadas ao chão, pregos longos e mortais. Que medo de mim mesmo.
            - Aew “Cobra Commander”! O que esta acontecendo? - Falei sorrindo.
            - Nada muleque, fique quietinho aew. - Ele disse bufando de raiva.
            Comecei a balançar para frente e para trás com a cadeira. Ao perceberem a bagunça tentaram me acalmar:
            - Eim pode parando ai crianção. - Disse um dos soldados.
            Ele tentou me segurar para parar a movimentação. Foi aí que eu mordi seu braço.
            - PIA DO CARALHO! LARGA MEU BRAÇO!
            Continuei apertando mais e mais a mordida. Metades dos soldados puxavam ele para trás  enquanto a outra metade batia em mim. Aguentei o máximo que podia, agradeço até hoje pelo ótimo tratamento dentário, então puxei ele em minha direção e soltei a mordida.
            Os soldados soltaram ele enquanto caia sobre mim, a cadeira não aguentou todo aquele peso jogado sobre ela e foi ao chão. Por mais que não tenha falado , até agora, minhas mãos estavam presas em um tecidos fino, mas com um nó muito bem feito. Em toda essa bagunça ele desafroxou. Enquanto o cara saia de cima de mim e todos procuravam entender o que aconteceu. Me levantei e então começaram ame dar tapas.
            - Você se acha o fodão? Pensa que aqui você pode ficar brincando do jeito que tá?? Nós vamos te dar uma lição! - Disse o comandante.
            Cada um colocou um soco inglês. O do comandante era dourado, coisa mais boiola impossível. E então começaram a me socar. Levei três socos dos que estavam pertode mim, isso me jogou até o canto da sala. Estava encurralado, isso me proporcionou um golpe de sorte, pois só veio um soldado me bater. Minha vez.
            Enfiei o prego  por baixo do seu queixo, eu o vi saindo na sua boca e perfurando sua língua. Quando os outros perceberam o que eu fiz e foram para cima de mim. Ele já estava morto.
            Chutei o cadáver para cima de dois a minha esquerda fazendo-os cair ao chão. Outros dois vieram pela direita. Defendi o primeiro soco, que foi muito mais pesado devido ao soco inglês que usavam, e enfiei o prego no braço dele umas três vezes. Bem rápido.
            Ele gritou de dor outro. O outro tentou me socar bem a minha cara desviei e o fiz acertar a parede. Chutei ele em direção ao comandante. Que chutou ele de volta! Porra, filho da puta esse cara. Empurrei o cara que estava com o braço furado  e foquei o comandante. Mas percebi que os dois que tinham caído por causa do cadáver já estavam de pé. Eles estavam com medo ao perceber que o amigo deles estava sangrando muito pelo braço.
            - Peguem ele, agora! - Disse o comandante.
            - Se vocês se mexerem, eu vou trocar esse prego aqui pelos outros 3 que estão bem abaixo de vocês. Isso significa, ir até vocês e eliminá-los. - Eu disse assustando-os.
            Os soldados não cumpriram a ordem, só ficaram com muito mais medo. Tanto que um deles olhou para baixo e percebeu que os pregos não estavam por lá.
            - Os pregos não estão aqui - Disse ele levantando a cabeça.
Ele não imaginava que ao levantar a cabeça ele iria tomar um dos pregos bem em seu olho direito. Sim, eu aproveitei da situação e o joguei.
            Ele caiu urrando de dor e o sangue se espalhava. O outro soldado que estava ao seu lado, nem percebeu quando cheguei bem perto dele e chutei seu saco. Ele ia caindo de joelhos, quando percebi o comandante vindo por trás de mim. Não consegui desviar, e ele me derrubou. Começou a chutar meu peito com uma força que ia me jogando para trás. Eu ia deslizando pelo chão.
            - Meus subordinados! Seu maníaco, eu poderia te matar agora mesmo. - Disse, emendando outro chute.           
            Ele parou para respirar. Percebeu que tinha dois de seus homens mortos e dois gemendo de dor na sala. Ele me olhou, retirou a sua .45 e começou a andar em minha direção.
            - Pensando melhor. Farei isso agora.
            Quando ele puxou o gatilho consegui dar um impulso para a direção dele fincando dois pregos em seus joelhos.
            - Isso que dar me chutar até o meio da sala, no caso, em direção a cadeira. - Disse, ainda tentando respirar normalmente.
            Ele gritava, deixou a arma cair e caiu ao chão. Eu me levantei e comecei a jogar para cima o prego que sobrou.
            - Eram 4, lembra?- Disse para ele.
            Ele só conseguiu balbuciar algo que significa a sua dor.
            - Achei que você ia me foder. Me diga eles estão me vendo ali? - Apontei para o vidro espelhado.
            Ele ficou quieto.
            - Achei que você colaboraria.
            Coloquei o prego em sua testa. Não ficou direito mas ele começou a balançar a cabeça de dor.
            - Tentou foder o cara errado.
            E soquei o prego com o soco inglês que tinha robado dele. Enterrando o prego até o fundo de seu cérebro.
            Peguei sua .45. Olhei para o soldado do braço perfurado e percebi que ele tinha desmaiado. Olhei para o vidro espelhado e fiquei imaginando. “Como poderia entrar ali?”. Nessa hora o soldado que chutei as bolas gemeu baixo, algo como “eu pego esse filho da puta”. Na realidade, eu peguei ele e disse.
            - Vamos fazer uma viagem amiguinho? Eu adentrando aquela sala ali. Usando você!
            E eu o ajudei a levantar.


Dark Room…

            - Vá se foder Symon!- Disse Bruce saindo da sala.
            Ele e Jack foram até a sala onde estava a An’na. Como eu odiava aquela guria.
            Eu, Symon e o Chefe ficamos na sala. Observando tudo que eles faziam. Quando eles adentraram, viram os corpos e se dirigiram ao corpo dela que estava todo esticado no vidro.
            Mas algo estava errado, aquele cabelo estava muito estranho. Até que percebi algo se movendo bem atrás deles. Era ela! Agarrei o microfone:
            - A vadia está atrás de vocês! - Gritei.
            Percebi que, enquanto falava pelo microfone, o “corpo”da An’ caiu da frente do vidro. E percebi que aquele bumerangue de merda acertou aguns fios.
            - Estamos incomunicáveis com eles - Disse Symon.
            - Devemos ir lá Chefe? - Perguntei.
            - Não Marjori. Fiquemos aqui, talvez eles já estejam mortos.
            Foi aí que vimos uma luz púrpura acender e iluminar a cara do Sargento Jack. Eram os neons da última festa?
            Quando me virei para falar se agora devíamos ir prestei atenção em outra coisa. E com certeza essa de se chamar atenção. O viado do Thaymian, segurando um corpo de um dos soldados que estava vigiando-o, vinha em direção ao vidro.
            - Symon. Chefe. Cuidado! - Gritei.
            Mas era tarde demais. O vidro se espalhou por todos nós e enquanto ele se levantava, e o soldado gemia de dor por causa do choque, percebi que ele havia matado todos na outra sala.         
            - Então, desculpe por entrar sem bater? - Ele disse sorrindo.
            Esse viadinho estava fodido.

Shot Nice - Parte 6

 Não se queime…
 

  A porta do elevador se abriu. Dois soldados saíram dela um carregava dois rifles. E o outro carregava uma caixa grande, que não parava de se mexer.
- Vê se toma conta da minha “Jujubela”. - Disse o que carregava a caixa.
- Você chama sua arma assim? Não me surpreende que fomos obrigados a cuidar dessa bola de pêlos. E como que é que ela o chamou? Senhor Fuffles??  - Disse o que carregava os rifles.
Eles continuaram a andar pelo corredor. O ar condicionado estava ligado ao máximo, pois, deixava todos os soldados mais “frescos” devido ao seu uniforme totalmente pesado e contendo armamentos pesados. Protocolo normal na eMpReSa, do quais os soldados Jack e Bruce sabiam muito bem, pois adoravam isso. Claro, quando não tinham que fazer serviços idiotas como andar com um gato…
- Essa merda de animal não para quieto! - Brandou Sargento Jack.
- Calma aí amigão, ele só está assustado. Eu gosto de animais. Meu primeiro sonho era fazer medicina veterinária. Mas daí a eMpReSa apareceu… - Comentou o Sargento Bruce.
 - “E iluminou tudo o que eu tinha escurecido”. Já sei, já sei… - Completou Jack.
Eles chegaram em uma porta de indentificação:
- Sargentos do comando central da eMprEsA. - Brandaram juntos. 
- Bem vindos, Jack e Bruce. - Disse a voz automática da porta, se abrindo. 
Muitas salas, aquela não era mais a área de prisão. E sim a parte de interrogatórios da eMpReSa.
Jack e Bruce andaram até o final do corredor se deparando com 3 portas. Adentraram a do meio. 
A sala era grande, possuindo dduas “janelas” nas paredes da direita e da esquerda.  Da  direita estava o tal do Thaymian. Grande aluno da Academia, da qual nunca se falava e nunca se entendia. Do lado esquerdo sua irmã An’na, espadachin da Lãmina (nunca sei por que foi chamada de assim). Assim com An’na, na sala do meio se encontrava a Marjori, e o idiota do Symon. Que nos avistou:
- Olhá Marjori! A dupla sertaneja da eMpReSa J e B. Cuidaram bem do gato? - Ele disse debochando.
Symon era um cara muito cheio. Ele desprezava todos e qualquer tipos de subordinados. Até mesmo eu e o Jack. Bom que na sala, bem no meio deles, estava nosso chefe. Se ele estava ali era para algo importante.
- Trouxemos essa coisa, chefe. - Disse Jack, não aguentando mais segurar aquela caixa com aquele gato. 
Ele simplesmente nos encarou. Jack deixou a caixa no chão. O chefe andou até a janela do lado esquerdo, do qual estava An’na e mais cinco soldados menores do que eu. Puxando um microfone e apertando um botão, ele disse:
- Senhorita An’. Trouxemos o gato.
Ela ainda machucada de toda a tortura, disse:
- Que bom… - E Guspiu um pouco de sangue.

Pois dói… 


  - Thaymian e An’na, enfim, capturados.
Capotei.
Sabe quando você realmente fica preocupado com alguma coisa. E sonha com ela?
Meu irmão capturado, nós sendo atacados por Jatobá nos tacando um tubo de ônibus, a quanto tempo que Mrs Fuffles não come? E tudo isso em um sonho!
Acordei amarrada em uma cadeira. De camisola amarela. Encarando um vidro espelhado. Uma sala de interrogatórios da eMpReSa, por causa do horrível papel de parede de cor púrpura que o Chefe adorava. Por que chamávamos ele de Chefe? Por mais que eu me esforçava para lembrar, não conseguia lembrar de seu nome.
Após alguns minutos observando o quarto, uma luz vermelha se acendeu em cima do vidro espelhado, para a voz de Marjori eu começar a ouvir:
- Bom dia. Você e seu querido irmão ficaram 2 dias desacordados. Vocês agora vão passar por todo o processo de interrogatório. Fique calma, e grite o quanto quiser.
Ainda consegui ouvir uma risada familiar antes de ela desligar. Será que Symon está aqui? Ele não pode estar aqui. Primeiro Jatobá agora esse cara.
Levei um susto quando adentraram 5 guardas na sala. E cada um ficou em volta de mim, formando um pentagrama.
- Uau, vamos sumonar o que hoje garotos? - Disse. Me perguntano se o Thaymian ia gostar desse comentário.
A luz voltou a acender.
- Só perguntaremos uma vez. E queremos uma resposta concreta. - Disse Marjori no interfone.
- Lá vai: Onde está o que o Kenny procurava? Vadia de cabelo loiro, com um tom mais escuro.
É por isso então? Minha cabeça a prêmio por isso??
- Eu vou saber! - Disse.
- Resposta errada. - Ela respondeu
O soldado que estava na minha direita me golpeou fortemente. Fazendo minha cabeça ir em direção ao outro soldado, que fez a mesma coisa. E assim por diante, estavam jogando pingue-pongue com minha cabeça.
Tapas, socos e quando jogava a cabeça para trás, em direção a porta, o soldado que estava lá chutava ela para frente. 
Cinco, dez, 15 minutos. Não aguentava mais.
- Senhor Fuffles! Está no Senhor Fuffles. - Disse, guspindo sangue, sentindo a sala girar. E ouvindo os guardas rirem.
A voz de Marjori reapareceu. Não tinha forças para saber se a luz vermelha tinha sido acessa ou não. Além da maldita luminária no meio da sala, que estava em cima de minha cabeça.
- Jack e Bruce foram buscar o Senhor Fuffles, espero que seja verdade. Pude sorrir. Mas desmaiei por causa dos ferimentos.
E sonhei com algo que os guardas que me surraram conversavam. Algo sobre um cobrador que não queriam interrogar.

E talvez não suma…

Do outro lado da eMpReSa. Se encontrava a prisão, mas não pense nela como algo assustador cheio de drogados, traficante e estupradores. Era só algumas salas que eles trancavam pessoas como eu: Jatobá o Cobrador!
- Senhor cobrador, pedimos que você pare de se mexer e de falar sozinho.
Percebi então que toda essa última parte tinha falado alto. E então todos os soldados que faziam minha guarda ouviram e ficaram me encarando. Pensando que sou louco.
- Senhor, você esta fazendo de novo…
Ops! Madlita distração, agora pensei mesmo.
- Me desculpe caro soldado. É que aqui é bem chato… - Disse, me jogando em cima da cama que havia por lá.
- Ok senhor. Só se mantenha calmo e queto. - O soldado disse. Se retirando e falando com os outros. Eu consegui escutar:
- Ele ta mais calmo que aquele gato fedorento na cela ao lado.
- Nunca gostei de animais. - Disse um outro.
- Então você não gosta de você mesmo eim Edison. - disse um outro fazendo todos rirem. Menos o que foi zuado.
Eles começaram a conversar sobre outras coisas. E, enquanto estava deitado, comecei a pensar sobre como parei ali. Não percebendo o risco que todos naquele prédio corriam. Lembrei de meu mestre:
- A tempos que precisamos de você Jet. Algo que seja o bolo. - Dizia o mestre.
- Se você falar que é bolo de chocolate, mestre, te chamarei de racista. - Respondi.
Ele riu.
- Não isso Jet. Algo que seja a massa e o recheio.
- Mestre, só estou ficando com fome.
- Tá bom seu gigante demente! Você é dois em um. Sméagol da vida, dupla personalidade. Perfeito para  a Academia de Kurintba. Precisamos do certo e do errado.
- O que quer dizer mestre?
Ele se levantava de seu lugar assumia posição de defesa e falava.
- Pode vir me enfrentar: Jatobá.
Acordei com os meus guardas falando com seus superiores.
- Sargentos J e B! Heróis da eMpReSa, o que fazem aqui?
Ele sorriram.
- Precisamos do gato - Disse um deles.
Eles foram direto para a cela do lado da minha. Me deram uma boa olhada, mas não disseram nada.
Na volta eles vieram com uma caixa que não parava de se debater. O que fariam com aquele gato? Será eles zoofilicos. Quando terminei essa frase percebi qeu tinha falado ela alto. E todos eles olhavam para os sargentos e começavama  rir. Um deles ainda me deu um olhar de desprevo antes de sair de lá carregando a caixa. Para onde será que levariam o pobre animal?
- Senhor cobrador. DA PARA CALAR A BOCA! - Todos os guardas brandaram.
Eu voltei pra cama e comecei a pensar onde tinham colocado minhas moedas…



Talvez marque…


- Que bom… - E Guspi um pouco de sangue.
Os soldados perceberam que eu estava acordada, só ficaram me olhando.
A porta se abriu e me deram a caixa. Sussurei:
- Calma Fuffles. Calma…
A caixa parou na hora, eles a abriram e colocaram ele em meu colo.
A luz vermelha se acendeu:
- Agora, por favor,  o que desejamos. - Disse Marjori.
Engoli em seco. Olhei para o Senhor Fuffles em meu colo. Ele me olhava como se dissese: “Não, para eles não”.
- Não se preocupe minha bolinha de pêlo.
Me aproximei dele. Ele estava bem calmo, e falei:
- Ativar protocolo 4521.
A coleira dele, que praticamente sumia em seu pêlos, apareceu. Ela começou a brilhar de cores claras até escuras. Essa seqüência de cores deixou todos na sala sem reação. A coleira então começou a flutuar junto com Senhor Fuffles. Voou até a altura do meu queixo e se abriu. Ele caiu em meu colo, que dor que senti. Voltando ao normal, disse:
- Protocolo 4521. Cirurgia Óptica.
A coleira que Senhor Fuffles tinha era de um material resistente. E quando se ativava o protocolo 4521 ela se tornava uma arma letal. Ele ficava numa forma sólida de um modo que saiam pequenas lâminas de cada ponta. Era um bumerangue da morte. Agradeço até hoje por esse presente da minha mestre.
Ele respondia por onde eu olhava. Primeiro foi os que estavam na minha direita e esquerda. Até o que estava atras de mim querer se mecher cortei a luz do lugar. Só se acendia a luz vermelha com a voz de Symon:
- Mas que porra acontece aí!?

Esconda bem…


  - Por que diabos estaria no gato? - Symon perguntou.
- Ela podia ter escondido no rabo dela. - Marjori completou.
Todos que estavam atrás do do espelho do interrogatório  se perguntavam o por quê daquilo.
A caixa já estava no colo de An’na. Todos que estavam dentro da sala com ela, e formavam o “pentagrama-da-dor” estavam a postos. Ela não podia fazer nenhuma gracinha.
- Agora, por favor,  o que desejamos. - Disse Marjorie.
Ela disse algo para o gato. Algo como “não se preocupe”. E depois sussurrou algo para ele.
Varias luzes começaram a sair do pescoço do gato. Marjori, Symon, Jack, Eu e o Chefe começamos a chegar mais perto do vidro para olhar melhor. E arregalaram os olhos quando viram que o gato estava flutuando.
- Marjori, vocês treinaram que nem os jedis? - Perguntou Jack.
Marjori preferiu ficar quieta.
Derrepente o gato caiu de volta ao colo de An’na. Ela então olhou para a coleira e falou:
- Protocolo 4521. Cirurgia Óptica.
A merda da coleira virou um boomerangue da morte. Quando Symon foi ordenar o ataque a vadia da An’na apagou as luzes. Symon aproveitou e disse:
- Mas que porra acontece aí?!
Silêncio.
Ela cortou o som lá de dentro. Derrepente lembrei das luzes de emergência:
- Marjori, as luzes de emergência.
- Alguma coisa útil então, Bruce.
Ao acender a luz nos deparamos com todos os soldados na sala mortos. A luz não iluminava nada 100%. Mas nenhum sinal de An’na. Ela não poderia fugir pela porta. Ela só abria por fora.
Todos nós, novamente, iamos bem devagar para perto do vidro. Todos percebemos algo escorrendo por ele, algo grosso, algo escuro, algo que cheirava ferro…
Então um corpo escorregou e bateu no vidro. Pendurado estava o corpo de An’na. Com a camisola amarela que demos para ela. Ele estava presa pelo braço acima do vidro.
Não pensei duas vezes.
- Jack, vamos lá. Engatilhe sua Jujubela.
- Que nome gay - Disse Symon.
Antes de sair de nossa sala me virei para ele:
- Vá se foder Symon.
E me dirigir com Jack para a sala onde An’na estava. Ao chegar abrimos a porta bem devagar. E já avistamos o corpo do soldado que estava atrás dela. O que chutava ela constantemente na hora da tortura.  Reconhecemos, pela sua roupa, que era o John, o meu subordinado mais louco. Podia ter certeza que ele chutaria ela por horas, ou até outras coisas por horas.

E depois de dar uma olhada ao outros corpos chegamos, finalmente, ao corpo dela. O braço estava preso na parte de cima do vidro pela coleira-faca. Como se ela estive pregada numa cruz ao contrario. Será que ela se matou para não nos dar a informação? 

Após essa reflexão percebi, que o cabelo dela estava estranho. Não era aquele loiro, com um tom escuro, era um mais natural e menos cuidado. Um cabelo de homem. Ao tirar o cabelo da cara dela reparei que não estavámos sozinhos. Era John que estava preso ali. Se ele estava ali, então ela…Senti alguém levantando atrás de nós.
A porra da luz vermelha acendeu. Era Marjorie.
- A vadia esta atr….
 A faca desfincou da parede, cortou a luz vermelha e o nosso contato com la fora. A única luz era a do corredor. Ela se foi quando An’na, no uniforme do John fechou a porta.
- Ele chutava como uma bicha. E morreu gritando como uma. - Disse ela, fazendo seu primeiro movimento.



FIM.



 

Shot Nice - Parte 5

Nada esfria…


JA-TO-BÁ.
Que nome hilário. Mais hilário do que os que se chamam “Hilário”, e eles existem!
Como disse a pouco, xingar é como uma morfina. Rir também ajuda a diminuir a dor.
Ainda mais com o (gigante) Jatobá me socando para valer.
Cara, a mão dele era pesada, porque parecia que tinha levado 800 socos. Mas só tinha levado 2. Um enquanto ele ainda me segurava, e fui direto ao chão, depois levei outro para amassar minha cara no chão. E eu, claro, estava a rir enquanto levava mais dois, enquanto ele dizia alguma coisa:
- NUNCA DEIXE ALGUÉM BRAVO! AINDA MAIS JATOBÁ, O COBRADOR! - Disse-me dando o quinto e sexto soco.
Eu ria. E muito. Não me controlava, nem me defendia e nem sentia nada!
No sétimo soco eu rolei pela farmácia, me levantei, corri para o balcão perto do caixa e me joguei lá atrás. Aqueles Hall’s e, balas derivadas do mesmo, caíram sobre mim. Enquanto raciocinava um plano, e ouvia os passos de Mister JATOBILL vindo em minha direção, eu abri um halls preto e o coloquei na boca.

Tudo aquece…

Ai ai, meus tempos de universitária eram bons.
Havia o Bar Ximps² perto da faculdade, e toda sexta eu e meus amigos e amigas no encontrávamos lá. O porre que tomavámos só iria sumir no domingo. Isso sim era bons tempos. Mas parei, por causa do exercício com a lâmina. Mas, agora, me sentia como naquela época de porres. Só alguns “flashes” em minha cabeça, como: O gigante me tirando do carro, me carregando e eu falando algo como “está frio para lá”. Essa sensação de descontrole era nostálgica. Eu precisava voltar para faculdade… Ao mesmo tempo que pensei nisso, voltei a realidade. Deitada no asfalto, com Senhor Fuffles com a marca de um tênis no peito, me lambendo. O carro destruído, e olho para o lado uma farmácia. A movimentação lá dentro é grande.
Me levanto com dificuldade. 
Respiro.
Inspiro.
O exercício de calma e concentração da academia.
Estava pronta. Corri para a farmácia a tempo de ver meu irmão jogar uma caixa registradora na cara do…
- PORRA! É VOCÊ JATOBÁ!? - Disse para mim mesma. E cortando meu pensamento. (Isso é possível?).

Então: BURN!BURN!!

Odeio Hall’s preto, ele é muito forte. Mas até que isso acabou ajudando! Eu precisava voltar ao normal. E os socos que levei começaram a fazer efeito.
-Concentre-se. Concentre-se. - Falei baixinho.
Percebi seus passos vindo em minha direção.
Fechei os olhos. Prendi a respiração.
O sons dos passos foi ficando mais longe, mais devagar, mais grave.
O tempo fica numa lentidão descomunal. Começo a fazer o mapa do estabelecimento.
O lugar das seringas.
O lugar por onde entramos.
o balcão, muito bem preso ao chão, que estou encostado.
A caixa registradora que está bem posta em seu lugar.
Abro os olhos. O hall’s volta a ter gosto, o som volta a soar, e eu volto ao meu posto. Achar e destruir.
Ele nem vai perceber o que lhe acertou.
Ele finalmente chega no balcão, me segurei com as mãos na parte superior do balcão, ele percebeu:
- Escondidinho então? -  Ele disse.
Ele se apoiou no balcão para tentar me ver. Burro do caralho.
Tendo apoio só precisei de um impulso, praticamente pulei dando com os dois pés em sua cara. Após o impacto ele não foi muito para trás, mas ficou desorientado.
Em cima do balcão girei com sobre minha mão direito e chutei ele com a perna esquerda jogando-o para  a prateleira de seringas. enquanto ele voava para lá. Eu cai para o lado do qual não tinha me escondido e fiquei de frente para caixa registradora.
ele levantou, muito rápido pro sinal:
- Seu merdinha, como pode ser tão rápido e forte? - Disse.
- Você não me conhece. - Respondi.
- É fácil te conhecer quando aparece na tevê, Thaymian da “Academia”.
Preferi ficar quieto, mas ele continuou:
- Eu sei onde você trabalha. E você, me conhece? - Disse, se aproximando.
Ainda de costas peguei a caixa registradora, em seu apoio, com a mão esquerda.
- Sei que é cobrador, e tem um nome bem engraçado. Suponho que sabe fazer conta, né? 
- Você não imagina como! - Ele disse pulando em minha direção.
Fui mais rápido e me girei, pegando um impulso. E jogando a caixa registradora em sua cara. Novamente ele voou na prateleira de seringas. Mas dessa vez ficou no chão:
- Conta isso, rapá. - Debochei.
Ele iria levantar, não ficaria surpreso. 
Fiquei surpreso com minha irmã adentrando a farmácia e dizendo: 

- PORRA! É VOCÊ JATOBÁ!?

Será que ela ouviu minha frase de efeito? Eu gostei tanto…

 So cold…

Pela segunda vez percebo como meu irmão se importa comigo. Seus olhos estavam a brilhar quando me focaram,mas não era hora para isso.
- Droga, o que aco
nteceu com você Jatobá? 
- Você conhece esse doido? - Meu irmão perguntou.
- Thaymian, precisamos sair daqui! - Implorei, indo em sua direção.
- Calma garota, se ele levantar agente derrota ele juntos, não? - Perguntou confuso.
Agarrei seu braço e comecei a levá-lo para fora da farmácia. Ele ainda se desgrudou do meu braço e foi dar um chute no cobrador caído.
- Vamos logo seu imbecil. Vou te deixar aqui!
- A An’na ele não vai voltar tão rápido. Eu espero… 
Atravessamos a rua. Recolhemos o Mr Fuffles e o que meu irmão e eu achamos importante. Seguimos em direção a praça do centro da cidade que estavámos: Kurintba. Isso não ia dar certo.
- An… Pode me explicar para onde estamos indo? Não estamos nem a 3 quadras da farmácia. Se você quer fugir, esta fazendo isso errado. 
Ele não calava a boca. Que raiva.
- Thaymian, como você não o conhece? Ele é Jatobá. Cobrador e grande lutador das artes marciais dessa cidade. Esse é seu território. Esse é seu lar.
Ele continuou me olhando com uma cara de desespero, mas ela se apagou quando ele disse:
- Legal!
Dei um tapa na cara dele.
- Piá de bosta! Presta atenção. Devemos evitá-lo e para isso…
Fui interrompida quando percebo que  meu irmão saiu voando, acertado por alguma coisa. Alguma coisa pesada mas ao mesmo tempo pequena. Ao me aproximar percebi que eram nunchaku’s, mas não os normais. Era feitos de moedas de um real. Ele estava desacordado. Porcurei por alguma movimentação e então a encontrei, e estava em cima do chafariz.
Jatobá estava lá, me encarando. 
Meu irmão não ia levantar. Joguei as coisas que carregava sobre ele. A minha espada estava na minha blusa presa as minhas costas.
“Deixa a coluna reta e leva sua arma a qualquer lugar”. Dizia minha mestre.
Desembainho minha espada.
- Espero que você não tenha pele de aço. Não quero durar mais do quê 10 minutos com você. - Brandei.
- Código das “lãminas” então? -Ele perguntou.
- Sim. - Respondi
- Então: Com minha honra vamos lutar. Com meu punho irei te derrotar. - Ele brandou o lema da academia de Kurintba.
 Só queria que meu irmão não levantasse, e após dar uma última olhada para ele. Eu avancei para cima do gigante.
Quando minha lâmina iria encontrar seu outro nunchaku-de-um-real ele tombou para o lado pondo a mão no pescoço.
Lá havia um dardo.
Antes de perceber também recebi um em meu braço. Tudo estava apagando, enquanto homens fortementes armados apareciam por todos os lados. 
- SWAT? BOPE? Aqui?? - Falei, na maior dificuldade. 
Um dos soldados se aproximou, levantou minha cabeça.
- Vagabundinha. Você devia dizer: “A eMpReSa me achou!”.
Era Marjori. Ela trouxe reforço. Queria xingá-la mas me sentia muito fraca.
E então, cai para o lado. E só pude ver enquanto colocavam Sr.Fuffles em uma caixa, e brandavam:
- Thaymian e An’na, enfim, capturados.



FIM 

Shot Nice - Parte 4

 Era uma sensação estranha, algo como se estivesse leve.
Não leve por usar drogas, nem por estar se divertindo com um paraquedas em sua queda livre. Dentro do carro do qual estou. Todo retorcido em sua composição metálica.
Uma PORRA de tubo de ônibus jogado sobre o carro de minha irmã…
Não sabia se ela estava bem.
Não sabia se Senhor Fuffles estava bem.
Minhas armas não estavam bem ( Maldito cheiro de pólvora ). Eu não estava bem (cheiro de ferro, sangue talvez). 
Daí, eu acordei. 


Antes de tudo, havia o nada…


-
CARALHO! - Meu irmão gritou.
- Isso, com certeza, não vai nos ajudar Thaymian! - Disse a ele.
Era inevitável desviar do “projétil” que fora lançado contra nós. Ele deu de encontro com nosso capô. O impacto e a tentativa (falha) minha de parar o carro fez com que ele ficasse desgovernado. O que lembro de giros no ar e barulho de vidro quebrando, metal retorcido, senhor Fuffles voando e o dicionário do xingamento brasileiro que meu irmão falava a cada batida no asfalto.
Ao “pararmos”, minha última visão, fraca por acaso, era do Grande-Cobrador vindo em nossa direção.
O sorriso no rosto e , apesar de não estar mesmo escrito, em sua testa a frase: “Vocês estão muito fodidos”.


O nada desperta o tudo…
Acordei.
Eu (ferrado) estava de cabeça para baixo preso ao cinto de segurança. Ele sai fácil quando se tem a ajuda de uma baioneta que se têm em sua meia (sim, eu tenho!).
Ao “cair” até o teto do carro, ainda bobo por causa da batida. Senhor Fuffles apareceu na minha frente com ferimentos leves. Mas também  parecia estranho, pois ele circulava a cabeça como se estivesse “doidão”.
Os sentidos voltam após o choque.
Audição me indica que há alguém circulando o carro carregando algo pesado.
Olfato me trás o aroma de gasolina, pólvora misturada ao ferro do sangue e do carro.
Visão do que está acontecendo lá fora.
O cara grande ta levando minha irmã. E eu, junto ao Sr. Fuffles, estamos aqui ficando “doidões” com esse cheiro de gasolina.
Foi difícil sair do carro, ainda mais difícil do que eu fiz a seguir:
- Aew Gorilão! Devolve minha irmã!!.
Ele se virou, sorrindo, e me jogando um fosfóro. As chamas vieram rápidas. Como os xingamentos que falei.

O ponto de ignição do nada é o tudo….
Ao lançar a “parada de ônibus” naquele carro, não era de se pensar que seria todo aquele estrago.
Estava puto, estava bravo. Mas exagerei.
A vida de cobrador não é fácil, e tendo em vistas que sou bom em outras coisas…Aceitos trabalhos até que considerem indevidos.
Thaymian e sua irmã An’na, até essa data uma desconhecida para mim, estão naquele carro. É preciso fazer isso, é meu trabalho…
Comecei indo em direção ao carro (fiz uma cara de mal para intimidar) ao chegar perto da menina ela balbuciou.
- Meu irmão está inconsciente, mas, ele diria que foi um belo tiro. Hehe. - Ela disse fraca.
- Eu fiz o que chamam de interceptação. Agora vocês são alvos fáceis só preciso de você garota…- Disse calmamente.
- Eu já trouxe problemas demais…E meu irmão sofre tanto…Ele nem come ervilha! - Ela disse, começando a delirar.
Eu apenas sorri, ela já estava desacordada muito antes de eu chegar. A retirei com cuidado e comecei a tira-lá de lá. A guria não sossegava! A batida foi forte. Me culpava ainda mais… Tudo bem fazer pose de bravo na frente de funcionários. Mas nada explica, praticamente, machucar uma família.
E bem na hora que fui deixa-la em um lugar seguro ouço uma movimentação atrás de mim. O garoto se levantou, todo machucado  e bobo, falando: 
- Aew Gorilão! Devolve minha irmã!!
Com a garota em mãos sorri pela “força de vontade” que ele expelia. Por isso não percebi a menina An’na colocando a mão em meu bolso, pegando meu fosfóro, acendendo-o e jogando em direção ao carro. Ela balbuciou algo como “tá frio para lá né?”. Enquanto o garoto percebia as chamas, e me xingava para caramba, fui tentar ajudá-lo.

O tudo, ao esfriar, se torna o nada…

- FILHODAPUTASAFADO!
 Sim, falei nessa velocidade. As chamas vieram rápido, consegui chutar (sim!) Fuffles para longe e carregar uma bolsa que estava por ali. Seria o que poderia usar contra ele. PAra lado contrário que havia chutado o Sr. Fuffles. Acho que era para o lado direito. Direção a uma farmácia, da qual me escondi lá. 
O gorilão-satânico veio em minha direção, cara como eu não conseguia raciocinar…
Eu havia acabado de  chutar o Mister Fuffles?. Caramba, peguei a bolsa de sutiã da minha irmã. Peguei a baioneta, que felicidade.
E para melhorar tudo, o carro explodindo destruiu toda a vidraça da farmácia.E minha esperança de encontrar alguma arma de fogo. Agora, eu teria que lutar contra o gigante. Sem nada, só eu mesmo.
Adoro a minha auto confiança, por isso,  eu fui para cima. A baioneta foi parar em seu pé. Ele urrou, e me agarrou com força pelo pescoço.
- Seu verme, agora te ensinarei a como me respeitar! - Disse ele levantando seu braço.
Nesse movimento percebi seu crachá, com letras bem pequenas e não me aguentei:
- Seu nome é Jatobá rapaz?
O braço dele desceu em minha direção muito rapidamente.


Fim


(Continuo se quiser ¬¬)

 

Shot Nice - Parte 3

Ataquem agora!
O Bar Ximps é um grande lugar de encontro de cobradores.






O quê?! Nem todos sabem o que é um cobrador? Mil perdões minha gente.
Cobradores são todos aqueles trabalhadores (assalariados) que controlam o dinheiro dado por nós.
Sim… Caixas.
Se me deixa continuar….




Os cobradores não fazem tanta bagunça como os jovens. Mas estamos em plena quarta-feira. O dia que mais se pega folga na empresa deles.
É no mínimo agitado com todos bebendo, dançando, gorfando e assistindo a TV. Que nesse momento mostra uma notícia urgente:
- O que parece um ataque terrorista - Disse a Repórter - contra a ponte Rodrigo Ferraz. Ela desabou derrepente, antes da convensão dos transportes internacionais. Ninguém saiu ferido, além de uma lista de carros do qual lerei.
Não que a lista de carros não importe. Mas imagine só carros “gringos” dos dos que custam milhões até os que custam só um milhão.
Enquanto a lista era dita. O silêncio ocupava o bar. Sabeo por quê?
Os cobradores trabalham sentados com sua mesa de dinheiro (caixa) por longas horas.
Além da movimentação de ônibus. Havia uma grande movimentação de carros na rua (HUUURDUUUR) então o hobby dos cobradores se tornou saber os quais que passam. De onde vieram e, quando aparecia, um carro importado era para se avisar a todos que tinha visto. Se conseguisse uma foto então, era considerado um sortudo.
Por isso o silêncio. A convenção internacional trazia tudo que era de bom para aqueles trabalhadores. Tdo que eles só imaginavam e viam na TV. aquilo para eles era o fim. De tudo.
Ao terminar a lista a repórter disse que retornaria ao programa que estava a decorrer anteriormente. Ao voltar para a sessão da tarde um dos cobradores  gritou:
- Isso é mentira! Cadê a câmera? Pegadinha! PE-GA-DI-NHA! - enquanto deu um grande murro na parede.
- Calma, uma pegadinha nessa proporção? Não se engane colega. Isso está mais para ataque terrorista mesmo! Poderíamos ter morrido se estivéssemos lá. - Disse um outro ao seu lado.
Ai todos falaram suas opiniões: Alguns diziam que deveriam ir la e recolher as peças. Outros disseram , ainda, que deveriam pegar as peças derreter e fazer colares para todos. E outros mais “dilacerados” por essa notícia procuravam o culpado na Bíblia imaginando se ela já tinha previsto isso.
Até que de repente a repórter volta a aparecer na tela da tv, calando a todos: 
- Suspeitos pelo ataque a ponte R. Ferraz. Temos 3 jovens. Que aparecem sendo filmados pelo nosso helicóptero: Caralho Voador.
Os 3 suspeitos eram até que jovens. Um garoto com uma jaqueta preta e uma camiseta branca  e uma menina loira, tom escuro, se defendendo e tentando atacar uma morena de macacão dourado. As duas estavam de espadas.
Enquanto vários “Puta que pariu, que merda é essa, vamos matá-los” eram gritados por todos. 
Os 3 que lutavam avistaram o helicóptero. 

E agora? Como faz??
Meu irmão e eu atacamos. E isso não deu certo! Ela sabe que ele manja muito pouco de luta física então ela pôs a jogar ele para cima de mim para me atrapalhar.
Ele desviou de um estocada dela e tentou dar um murro na parte esquerda do rosto dela. Ela se jogou para frente fincando a espada dela ao chão e com suas pernas de lado empurrando ele para cima de mim. Sem tempo para jogar ele de lado ( e assim abrindo minha defesa ) eu o empurrei chutando-o no estilo “THIS IS SPARTA”  em suas costas devolvendo-o para ela.
Ele caiu sobre ela, fazendo-a jogá-lo para longe, levantar-se e finalmente vir para cima de mim e nossas espadas se encontrarem.
Percebi meu irmão gemendo de dor e balbuciando algo sobre ela e eu.



Como faz? É fácil…
Ao atacarmos a morena tentou me impalar. Consegui desviar e iria acertar um soco em seu rosto (um lindo soco, já dizendo) se não me esquece-se que ela era rápida. Ela desviou novamente estocando a espada no chão e ganhando impulso e equilíbrio para, com as duas pernas em minha barriga, me lançar diretamente na minha irmã a esquerda. O antes de eu acerta-la ela me chuta de volta com um chute em minhas costas. Me senti uma bola em jogo no tênis de mesa.
Ao cair , e elas finalmente encostarem as lâminas, xinguei:
- Ai, ai….Suas porcas do caralho!
Elas continuaram trocando ataques e se defendendo. O barulho de ferro cortando o ar e se batendo é digno de choro. Mas eu ainda xingava. Tudo para amenizar a dor.
- Porra, eu tentando ajudar. Irmã, que merda! Você da a entender que quer ajuda e faz uma coisa dessa? Me chutando?!
Um golpe desferido pela morena quase acertou a An’ que desviou bem próxima dos escombros da ponte. Aproveitando-se disso ela jogou varios blocos de concretos. A morena os destruiu. NO SOCO!
Mas, mal ela sabia que destruindo com socos, além de mostrar que ela é foda de forte, ela criou fumaça e não viu minha irmã chegar. Dando-lhe uma voadora em seu peito, que  a jogou longe até onde havia a metade de um pilar. O choque foi forte fazendo-o com que ela pudesse me responder: 
- Eu preciso de ajuda. Mas ela é minha! Só senti uma oportunidade de fazer a distração, que era você, contra mim virar-se para ela. Desculpe menino.
“Desculpa se um elefante comer seu cú, sua vadia.”
Sim, ainda doía bastante e era relevante eu xingar mais. Foi pelo pensamento, nada demais.
Até que a dor passa, e então os sentidos e o pensamento param de focar na dor. E ai percebo o helicóptero chegando, tentei correr para chamar irmã para longe. Não dava tempo. 


É fácil, vamos ao bar!


Dois dos três jovens correram em direção de um carro que ali estava. Conversavam, com certeza, sobre o helicóptero. Enquanto a menina morena, que tinha sido jogada ao pilar, levantava com dificuldade.
- O suspeito de jaqueta preta aponta para o hélicoptero. Será que ele quer nos derrubar? - Dizia o repórter/piloto do Caralho Voador.
E, o repórter, continuou narrando o que acontecia.
- Parece que o suspeito de jaqueta preta junto com a loira, com um tom mais escuro, estão tentando trocar o pneu do carro é ver para crêr!

Ao bar? Volte ao trabalho!


Acho que ela se levantou - Disse
- Irmã está vendo aquele helicóptero? - Disse meu irmão apontando.
- Sim….Der! - respondi.
- Odeio dizer isso mas, está escrito nele “Caralho voador” é o nome do helicóptero do canal 9. Estamos na tevê! e isso não é bom para você.
- Pera, como assim não é bom para mim Thaymian? 
- Hum….Eu sei do seu contrato com a eMpReSa. Por isso estou te ajudando. E quanto mais holofotes da mídia maior o seu, que agora também é meu, problema. - Disse ele olhando para Marjori se levantando.
- Thaymian, como assim?
Ele virou uma vez para Marjori que ainda estava com a mão na cabeça. E olhou para mim. Diretamente nos meus olhos. Senti minha alma ser tocada e todos os problemas pareciam inexistir. Ele pegou em minha mão e disse:
- Você não é mais virgem né? - Disse, com um sorriso maroto no rosto.
- O QUÊ? QUE PORRA É ESSA? É ESSE O PROBLEMA? VOCÊ POSSUI MERDA NA SUA CABEÇA?.
- Hahahaha. Claro que não, é que você virou meu alvo.
- O QUÊ?²


Voltar ao trabalho? Que empenho… 

- Isso mesmo. Você se tornou alvo meu até. - Disse tornando, novamente a conversa séria.
Enquanto ela digeria a informação eu me abaixei para tirar o pneu que havia estourado. Em nenhum momento olhe para ela até retirar o pneu. Fiquei com ele em mãos (pesa pra burro).
Ela balbuciou:
- Você sempre fez seu trabalho direito. - Disse.
- Esse será uma exceção à regra. _ respondi.
- Então, uma boa parte de assassinos não vê tv, né?
- O canal 9 representa em toda comunidade uma mídia de informações. Nada melhor para nós usufruir dele.
  Ela pôs-se a chorar. Mas era de raiva. Ela nunca gostava de diexar os outros em situações como essa. Nem trabalho, amigos ou familia. Mas familia tem um preço especial para todos nós. 
Ao engolir o choro. Marjori já estava em seus 100%:
- Que chute eim! -  Ela gritou - Olha, um helicóptero…
Finalmente consegui ver o rosto da minha irmã, todo corado, entao ela disse:
- Vai ficar segurando muito tempo esse pneu? - Disse, enquanto virava o corpo para a direção de Marjorie. E correu.
Marjorie ficou parada só esperando. quando minha irmã chegou na “área de efeito” da morena ela se abaixou com um “power slide” no concreto. Ao ver que tinha errado o corpo de minha irmã, a morena olhou para baixo e a viu passar mostrando o dedo do meio e dizendo:
- Pense rápido, cadela!
Ao olhar para frente, ela viu o pneu vazio girando em sua direção. Um grande e negro frisbe indo em sua cara. Sim, eu sou bom de mira, é meu trabalho.
Eu falei que ia acertar a cara dela. Marjorie era o menor dos problemas. Com o helicóptero as sirenes além das ruínas da ponte já estavam aparecendo.
- An’na, vamos. Colocar pneu sozinho é horrível.
Percebi que ela olhava pra Marjorie caída no chão. Ela guspiu e veio me ajudar.
- Bela mira. - Disse.
- Belo slide. - Eu disse enquanto tirava o pneu reserva do porta malas e olhava pra calça dela toda rasgada. 
- A calça era grossa. E cara. - Ela choramingou enquanto apertava os parafusos do pneu que eu segurava.
Ela deu a partida. Mas logo me pergntou:
- O helicóptero não irá nos seguir?
- Hahaha. Já estou cuidando disso. 

Que empenho de arrumar a antena!
No bar Ximps todos olhavam a toda a cena. A menina chorando, a outra se levantando e após isso o lançamento do pneu na garota morena . eles trocando de pneu. Enquanto o repórter abordo do helicóptero:
- Parece-me que eles vão fugir. Após toda essa briga eles seguem até a cidade. Nós vamos atrás deles sim e…
 A imagem é interrompida com um fundo preto. Só se ouve uma voz:
- Todos vocês irão perecer!
Os cobradores não era os únicos a olhar a tevê. Barman, garçons e o bêbado se calaram diante do fundo preto que possuia uma voz e balbuciava ameaças.
-  Vocês irão ajoelhar e rear diante de mim.
- Quem diabos é!? - Disse um dos garçons, suposta, pobre vítima do anti-cristo na tevê.
Então uma imagem apareceu enquanto balbuciava seu nome:
- EU TIRIRICA! AHAHAHAHAAH SEUS CÚS NÃO SERÃO PERDOADOS! MUAHAHAHAHA!
A gritaria no bar foi intensa. Alguns até riram. E outros ficaram “WTF?”. Outros subiram ao telhado para arrumar a antena. E, lá fora, havia um homem no celular.
- Diga Chefe Jet.
- Currillo, vocês aí do bar estão bem com a notícias da feira?
- Estamos tristes chefe. Mas estamos bem.
- Então saiba que estou MUITO BRAVO! E POR ISSO ME CHAME DO MEU NOME!! NÃO DESSE APELIDO RIDÍCULO!!!. - Brandou o chefe.
- Sim, sim… senhor! - Disse Currillo.
- Saiba que encontrarei esse cara e a loira, de um tom mais escuro no cabelo, pois estão vindo direto pra cidade. Bem na rua em que eu “cobro”. E EU vou pegá-los. -Disse, desligando.
Currillo desligou o telefone e voltou ao bar. Ao sentar disse, enquanto ouvia uns “Comi sua mãe e agora será sua vez MUHAHAHA”:
- Porra! O tiririca na tevê!!

Antena? FAIL!

- Thaymian o que diabos você fez? O helicóptero teve que pousar! - Disse preocupada.
- Ah An’ invadi o sistema com o GPS. Vamos dizer que eles vão ter uma overdose de tirica.
“Humpf”. Pensei, só tinhamos que sair logo dali. Então acelerei bastante an rua. Tanto que Mister Fufles acordou e me olhou com aquela cara de : “Porra, vadia”. E voltou a dormir.
Chegando a cidade, já de noite, podiamos ver várias lojas abertas. Desde farmácias, supermercados, bancas de jornal, até lanchonetes. Mas tudo que parecia normal se acabou. Quando avistei um cobrador (grande por sinal) levantar, e jogar em nós, um tubo de ônibus. 
Só ouvi meu irmão gritar:
- CARALHO! 



FIM


( Continuo?³…)



 
 

 

 


   
 

Shot Nice - Parte 2

Just Moving…Girl!

- É um belo rifle! - Disse.
- O “fe”? - Disse meu irmão, se virando para mim, com uma barra de Nutry na boca.
- O rifle… - Disse apontando com minha mão direita enquanto trocava a marcha.
  Até ele processar as duas ações: comer e responder. Nós já estávamos bem afastados de nossa casa. Ele engoliu a barra e já abrindo outra, disse:
- “The M16 rifle fires the 5.56x45mm cartridge and can produce massive wounding and hydrostatic shock effects when the bullet impacts at high velocity and yaws in tissue leading to fragmentation and rapid transfer of energy…” - E enfiou a barra nutry na boca.
  Fiquei boqueaberta, quase perdi o controle do carro.
- Uau eim! Você tem altos conhecimentos da sua arma.
- Na verdade, irmã, eu vi aqui no Wikipedia. -  Disse ele me mostrando seu blackberry.
- Seu folgado de mer…
BLAM!
Um carro bateu em nossa traseira. Um Hilux preto.
Como nos acharam tão depressa?
- “Fove fiva aqüi y contrula esa pora!” - Disse meu brother, com o Nutry na boca, enquanto ele abria o teto solar e deixava o blackberry no painel do carro.
Engolindo seco, disse:
- Tenta fazer isso rápido e sem inoc… - Fui interrompida com ele me enfiando um nutry em minha boca ( não o da boca dele, que já tinha engolido )  e dizendo:
- Faça seu trabalho, que eu faço o meu. Siga no GPS do blackberry até o ponto preto. Estaremos salvos lá.
Ele ficou de pé no banco de trás, e saiu para fora do teto do meu carro.
Enquanto ele gritava: “ACELERA MANA!” e a Hilux vinha em outra investida… 

Metade de um cara saindo de um carro…

- Acelera mana! - Gritei.
- Estamos entrando em rodovia movimentada…Tenta não acertar nenhuma pessoa normal!
O puto na Hilux era profissional… O merda conseguiu bater, de novo, na traseira do carro da An’na.
Percebi que ela fico um pouco puta da vida pois ela acelerou mais o carro e manter a mira era difícil. Mas muito mais divertido também. 
- O An… Como está o Senhor Fufles? - Falei enquanto ainda tentava mirar, muitos carros civis…
-  Está agitado, mas está seguro embaixo do banco aqui…
-  Ok… Eita lá vem ele, e trouxe reforços!
  Já não bastava uma Hilux. Agora era, pelo que consegui enxergar, um Ford F-150 amarelo e uma harley davidson dourada. Essa última não entendi, era algo especial?
- An’na tem uma moto dour…
- Já entendi! Cuida dos carros-tank-de-guerra. Eu cuido da moto depois.
A Hilux “deu um tempo” até a F-150 alcança-la e partirem para cima de nós, juntas.


Mulher no volante…

- Elas estão vindo, juntas! - Disse meu irmão.
- Tá, tá…Tenho muitas coisas para me preocupar. O amasso no carro, todos os caras do meu “trampo” atrás de mim, a sua imagem de cueca não me sai da cabeça e A PORRA DESSE GPS É UMA MERDA! VAI PRO INFERNO GPS!!.
- Senhora, o inferno é só um termo contrario ao termo Céu. Imposto pela religião. Obrigado. - Respondeu o computador.
- Ei, eu conheço essa voz…Thaymian! THAYMIAN!! Você colocou a voz do gps com a voz do…TIRIRICA?!
Ele fingiu que não ouviu.
Os carros acertaram em cheio, quase virando o nosso. Consegui manter o controle e partir para auto estrada. O GPS ( tiririca voice’s edition ) apontava para o meio do mato, não havia trilha.Por isso continuei na estrada até então meu irmão avisar:
- Consegue manter essa velocidade?
- Consigo, porque?
- Tem pessoas saindo das janelas da Hilux e da F-150. A moto ainda está longe, eu vou mirar e atirar.
- Tá faça sua parte ai então…
- Pode deixar…Ah, sim,é o tiririca.
Xinguei ele em meu pensamento. Que péssimo gosto.

A mira certa…

“Como ela conseguiu lembrar do tiririca?” - Pensei.
Isso tirou minha atenção, e só avistei metade de corpos saindo das janelas da Hilux e da F-150, armados com Ak47. E como diria meu querido Nicolas Cage: A arma que mais mata no mundo.
- Consegue manter essa velocidade? - Perguntei.
- Consigo, porque? 
- Tem pessoas saindo das janelas da Hilux e da F-150. A moto ainda está longe, eu vou mirar e atirar.
- Tá faça sua parte ai então…
- Pode deixar…Ah, sim,é o tiririca.
Ela se calou, imaginei ela me xingando. Mas deixou para depois, eu acho.
Voltando aos putos com Ak47, que já atiravam como se estivessem jogando paintball, estavam balançando muito. Resultado: Eles não me acertavam e nem eu eles.
- Ponte se aproximando. - Falou o GPS.
” Ideia vindo.” Pensei.
- Qual ponte?
- É a Rodrigo Ferraz, por que? - Disse minha irmã (ou mesmo tempo que o GPS).
- GPS! Essa ponte é a mesma com o maior carregamento de de carros, feito pelos caminhões cegonha, da cidade inteira?
- Sim, está correto. E hoje é o dia dos transportes internacionais. A ponte esta cheio dos caminhões-cegonha para a feira de aquisição que só começa daqui a 3 horas.
- GPS, eu te amo. - Disse.
- Senhor, GPS’s não amam ninguém. Me desculpe.
Ouvi minha irmã segurando o riso.
- An’na, o Senhor Fufles está em cima da caixa de meias?
- Deixa eu ver…Sim, você a quer?
- Tire o que tem dentro, vamos precisar.
- Olha Thaymian, meias não matam pessoas…
- Tá, só me passe a caixa. E quando passar por de baixo da ponte, pare.
O plano estava pronto. E eles continuavam vindo.

Freada brusca…
-
Caixa pesada..O que é? - Perguntei ao Thaymian.
- O que deixara eles bem ocupados, no inferno!
- Já disse senhor. O inferno foi imposto pela religião para contradizer céu. Disse o GPS , daquele jeito que só o Tiririca sabe, se intrometendo.
- Cale-se seu cpuzinho de merda! - Gritei.
- Modo MUDO ativado. - Falou o aparelho.
E quando voltei a prestar atenção em meu irmão ele já tinha retirado da sua caixa de meias algo muito, mas muito melhor que uma M16. Um lança granadas.
- Nossa! como coube aí?
- Agora não. Já passou a ponte? - Perguntou.
- Vou ultrapassar eim:
4


3



2

POU!

-
Ah merda! - Xinguei.
- Ou,ou! Dirigi direito, que acontece? - Disse meu irmão se desequilibrando.
- Alguns dos caras estourou o pneu traseiro…Vai demorar um poco mais!
- Tá entendido. Não queria gastar por pouco, e ainda estragar esse asfalto, mas lá vai.
Ouvi o som “bakoom” da granada sendo lançada. O F-150 explodiu para frente.  E se arrastou por alguns metros até só ficar parada pegando fogo. O que sobrou dos seres dentro do carro foi cinzas.
Meu irmão comemorou mas ainda tinhamos dois veículos em nossa cola.
E tinha acabado de ultrapassar a ponte:
-  Brother, é contigo.
Percebi o brilho em seus olhos. E o idiota mirando nospilares da ponte, e atirando.
-Não queria estragar o asfalto né? Puto. - Falei com a maior raiva.

Chuva de ferro…
- Brother, é contigo.
Acho que meus olhos brilharam, quando os carros “entraram” embaixo da ponte eu atirei em um dos pilares. Desabando concreto, ferro, carros em cima da moto e da Hilux. Simplesemente lindo.
Não queria estragar o asfalto né? Puto. - An’na disse, com raiva.
- Ah irmã, acontece. - Resmunguei.
- E a pessoa na moto, eu não disse que era minha?
- Ih…agora já foi.
Agora parados, eu e irmã, percebemos uma movimentação no meio do concreto/ferro/carros. E de lá saiu o motoqueiro. Com alguns arranhões no capacete e no macacão. Resumindo: estava muito inteiro para o que tinha acabado de “levar”.
Boquiabertos eu e An’na descemos do carro. Se aquela pessoa era difícil de de derrotar então era preciso resolver da maneira clássica. Um tiro na cabeça. Saquei a .45 e antes de atirar o motoqueiro estava na minha frente, me desarmando e me chutando em direção do carro. Um bela de uma surra.
- Filho da p…- Fui interrompido pois, ao tirar o capacete era uma mulher - …uta!.
- Thaymian, no carro, atrás do meu ascento.- Minha irmã disse, muito séria.
- Tá já entendi..
Corri para o carro no momento que minha irmã perguntou a estranha:
- Você falava bastante quando nos conhecemos. O que aconteceu?
 A moça sorriu. Tinha 1,70 de altura, olhos pretos, cabelo também preto, e um batom vermelho forte.
- Esperei por esse momento a muito tempo. E ainda mais terei que vingar meu irmão. Posso começar a te socar já? - Disse, se apresentando.
- Pode vir puta.
Abri a porta do carro, joguei o ( coitado ) do Senhor Fufles para longe e avistei a katana de minha irmã. O que ela vai fazer? E por que aqui??

Considerações finais…
- Esperei por esse momento a muito tempo. E ainda mais terei que vingar meu irmão. Posso começar a te socar já?
Com isso ela se apresentou: Marjori, irmã de Kenny. Estudo artes comigo e também a arte/filosofia da lãmina. Era bem melhor que eu nessa arte. Mas escolhemos outros lados. Outros, trabalhos.
- Seu irmão me atacou. Eu tive que me defender, coisa que meu irmão fez, entao se acalme e deixe para lá.
- A eMpReSa quer você. Venha por bem ou mal.
- Prefiro ficar aqui. - Disse, e pude ouvir o Sr.Fufles soltando um “miau!” como se alguém tivesse jogado ele para o lado.
- Faz tempo que falam de você. E tempos que eu quero matar você! - Marjori tirou de suas costas ( havia uma bainha escondida) uma espada. Curta mas rápida e veio em minha direção.
- An’…Pega! - Disse meu irmão jogando minha lâmina.
Seria perfeito. Se a puta da MArjori não fosse rápida demais, e chutou a katana de volta ao Thaymian acertado-o na cara. Ainda bem que estava com a bainha, se não seria metade dele.
- Droga sua vadia. - Consegui só falar isso, enquanto desviava das tentativas de ela me partir em duas…

Tentando arrumar a cagada…
Porra, a espada foi chutada de volta para mim e me acertou. Isso dói!
Quando me levantei An’na estava desviando com tudo que podia dos ataques da morena maluca.
“Não vou jogar de novo” - Pensei, colocando a mão em meu peito dolorido. - “Se não posso ajudar. Vou atrapalhar!”.
Corri em direção a elas enquanto minha irmã levou um corte no braço e na perna. 
A morena me percebeu e desviou facilmente da minha estocada ( a espada ainda estava com a bainha) e direcionei até minha irmã. Que entendeu rapidamente, e puxou a bainha para eu puxara espada e tentar corta a ninja-de-cabelo-preto. 
Desviando facilmente ela tentou chamar atenção:
- Humpf, trabalho entre irmãos?
- Pode apostar, e quem é você mesmo? - Perguntei.
- Irmã do cara que você matou rapaz. E assassina de sua irmã.
- Olha, estou com uma bainha, sou perigosa. - Minha irmã fazendo uma piada.
Joguei a espada para ela e ela me jogou a bainha. O que diabos iamos fazer?
- Sister… Ela é que nível? - Perguntei.
- Hum…De 10 dou 14. -  Ela respondeu enquanto empunhava a espada direito.
- É, te odeio por nunca me ensinar a arte da lãmina - Resmunguei.
- Te odeio por nunca me deixar ver suas armas. - Ela retrucou.
Então, nós atacamos.

FIM ( continuo?²…)